Ao longo da minha caminhada no Rito Escocês Antigo e Aceito, senti que cada grau me apresentava uma nova camada de compreensão sobre mim mesmo e sobre o papel do maçom no mundo. Mas foi ao chegar ao 8º grau, o de Intendente dos Edifícios, que algo verdadeiramente se transformou na minha percepção da arte real.
Este grau não é apenas mais um degrau na hierarquia ritualística; é, para mim, o primeiro convite sério a assumir a responsabilidade consciente sobre as obras — tanto as que se erguem no mundo exterior quanto aquelas que construímos silenciosamente dentro de nós.
O título de Intendente dos Edifícios soa, a princípio, como uma função administrativa. No entanto, à medida que mergulhei nas lendas, nas cores e nos mistérios que o envolvem, compreendi que ele exige muito mais do que habilidade prática: exige justiça, sabedoria e, acima de tudo, a capacidade de orientar o trabalho coletivo sem perder de vista a edificação interior. Como bem observou Carlos Torres Pastorino, é neste grau que damos “o primeiro passo sério rumo à administração consciente das obras da Maçonaria — tanto materiais quanto espirituais”.
Neste artigo, convido o leitor a explorar comigo o simbolismo profundo do 8º grau do REAA, sua lenda central, o cenário ritualístico da Loja, as cores litúrgicas que o vestem de significado e as curiosidades que o ligam a tradições antigas. Inspirar-me-ei, sobretudo, nos ensinamentos de Albert Pike, cuja obra continua a iluminar os caminhos daqueles que, como eu, buscam na maçonaria não apenas ritos, mas razões de ser.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).