James Hector Maclean nasceu em Calais, França, em 6 de novembro de 1703 (ou por volta de 1700, conforme algumas fontes), no seio de uma família escocesa forçada ao exílio. Seu pai, SirJohn Maclean, 4º Baronete de Morvern, lutou ao lado do deposto rei Jaime II, e faleceu em 1716, deixando a seu filho, então com apenas 13 anos, a pesada herança do título e da causa. Foi elevado à nobreza jacobita como Lord Maclean em 17 de dezembro de 1716.
O exílio era uma condição comum entre os escoceses que, como os Maclean, permaneceram fiéis à dinastia Stuart. Após as rebeliões de 1715 e 1745, milhares de seguidores buscaram refúgio em toda a Europa, e a França tornou-se um dos principais destinos. Assim, desde o berço, James Hector foi moldado por uma cultura de resistência e pela aspiração de restaurar a linhagem católica ao trono britânico.
A contribuição mais significativa de Maclean foi sua atuação como um dos fundadores da Loja Saint-Thomas em Paris, em 1725. Situada na Rue des Boucheries e também conhecida como “Au Louis d’Argent“, esta foi a primeiraloja maçônica civil reconhecida na França. Ao lado de outrosjacobitas proeminentes, como Charles Radclyffe(Conde de Derwentwater) e Dominique O’Heguerty, Maclean liderou a criação de umespaço que rapidamente se tornou um núcleo de sociabilidade e debate para os exilados e simpatizantes da causa Stuart.
Esta loja foi a semente que germinou na estruturação da Maçonaria no país. A influência de Maclean, porém, não se limitou à fundação. A partir de 1730 ou 1731, assumiu a função de Deputado Grão-Mestre e, posteriormente, o ápice de sua carreira na Ordem foi alcançado ao ser proclamado Grão-Mestre da Maçonaria na França, um título que exerceu de 1731 a 1735 ou de 1733 a 1736 (as fontes variam quanto aos anos exatos).
Um dos registros mais vívidos de sua liderançavem de um artigo publicado na South Carolina Gazette em 9 de abril de 1737. O periódico relata uma assembleia geral da sociedademaçônica realizada em Paris em 27 de dezembro de 1736, na qual foi proclamado, com “grandes aclamações“, o “alto e poderoso Lorde SirJames Maclean, Cavaleiro e Baronete da Escócia, que continuou nesta honrosa função por eleição por vários anos, para a satisfação da Sociedade”.
A festividade de sua recondução foi magnífica, incluindo um banquete luxuoso, carruagens e música de trombetas e tímpanos, demonstrando o prestígio de sua posição.
Um “Pretendido” Grão-Mestre: A descrição do jornal South Carolina Gazette como “pretendido High and Mighty Lord” revela as tensões políticas da época. Embora tratado com todas as honras pela comunidade maçônica e jacobita na França, o título e a autoridade de Maclean não eram reconhecidos pelo governo britânico, que o via como um súdito rebelde no exílio e, portanto, um “pretendente“.
O Pesadelo de um Diplomata: O Velho Pretendente (Jaime III) teve que intervir pessoalmente em 1734 em favor de Maclean, que se encontrava preso por dívidas. A situação era tão grave que “C’est en vain que Jacques III intervint en sa faveur” (foi em vão que Jaime III interveio a seu favor).
Ativista da Causa: Em dezembro de 1744, Maclean enviou uma petição crucial a Charles Edward Stuart (Bonnie Prince Charlie), garantindo que 5.000 homens dos clãs vizinhos eram leais à causa e estavam prontos para lutar. Este documento foi fundamental para persuadir o príncipe a lançar a invasão da Escócia em 1745.
Fisicamente Incapacitado, Mas Vigoroso: Maclean era descrito como sendo de estatura mediana e manco de uma perna. Apesar disso, “caminhava, dançava e realizava todos os seus exercícios com força e agilidade”, um testemunho de sua determinação.
O Fim de um Lord Maclean: Ele faleceu em Paris em janeiro ou fevereiro de 1751, solteiro e sem herdeiros diretos. Seu título de chefe do clã passou para seu primo de terceiro grau, Sir Allan Maclean. Sua morte, ocorrida na mais absoluta pobreza, marcou o fim simbólico de uma era de liderança jacobita na Maçonariafrancesa.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). “Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).