Duque de Caxias: Estadista, Militar e Maçom – Um Perfil Histórico Completo
O Duque de Caxias (Luís Alves de Lima e Silva, 1803–1880) permanece como uma das figuras centrais da formação do Estado brasileiro.
Militar de carreira, político habilidoso, diplomata moderador e símbolo de unidade nacional, sua trajetória combina liderança estratégica e capacidade de estabilização institucional em um país jovem e frequentemente abalado por conflitos internos.
Paralelamente, sua ligação com a Maçonaria brasileira, embora muitas vezes tratada com discrição, possui relevância histórica e ajuda a compreender o ambiente político-intelectual do Segundo Reinado.
1. Origem e Formação
Nascido em 25 de agosto de 1803, na Vila de Estrela (atual Duque de Caxias/RJ), Luís Alves integrou uma tradicional família militar. Ainda adolescente ingressou na carreira das armas e participou da pacificação da Bahia durante as guerras de independência.
Sua formação era profundamente moldada pelas escolas militares do período joanino e pelos padrões de disciplina, hierarquia e pragmatismo que o acompanham em toda sua vida pública.
2. A Consolidação como Pacificador do Império
Entre as décadas de 1830 e 1850, o jovem oficial se tornou o maior especialista na pacificação de revoltas provinciais:
Balaiada (MA, 1838–1841) – consolidou seu prestígio nacional ao restabelecer a ordem sem radicalismo punitivo.
Revolução Farroupilha (RS, 1842–1845) – conduziu o processo final de pacificação e reconciliou as elites gaúchas com o governo imperial.
Revoltas liberais de 1842 – reafirmou a autoridade central contra São Paulo e Minas Gerais.
A combinação entre firmeza militar e moderação política conferiu-lhe o título de “O Pacificador”, reforçando seu papel como instrumento de estabilidade do Império.
Na Guerra do Paraguai, Caxias foi nomeado comandante-em-chefe das forças terrestres aliadas em 1866. Sua atuação marcou um ponto de inflexão no conflito:
reorganizou logística, saúde militar e disciplina das tropas;
articulou politicamente Brasil, Argentina e Uruguai;
garantiu a queda de Assunção e a rendição da elite militar paraguaia.
Ao retornar ao Brasil, recebeu o título de Duque, o mais elevado entre a nobreza do Império — distinção rara na história brasileira.
4. Atuação Política
Como político, Caxias foi:
Senador vitalício por mais de 30 anos;
Ministro da Guerra em diversos momentos;
Presidente do Conselho de Ministros em três gabinetes.
Era defensor da ordem constitucional, do poder moderador e da preservação da monarquia. Atuava sempre como eixo de equilíbrio entre liberais e conservadores, sendo visto como o maior sustentáculo civil-militar do Segundo Reinado.
5. Duque de Caxias e a Maçonaria
A relação entre Caxias e a Maçonaria está bem documentada, embora ele próprio fosse discreto quanto ao tema. A historiografia do Grande Oriente do Brasil e registros do século XIX indicam:
5.1. Iniciação e participação
Caxias foi iniciado provavelmente ainda jovem, no período em que vários oficiais do Exército Imperial integravam lojas como forma de sociabilidade intelectual e política.
Consta ligado a lojas do Rio de Janeiro, então centros de pensamento liberal e de organização de redes influentes do Exército, marinha e administração pública.
Embora não tenha atuado diretamente no conflito, Caxias manteve postura discreta porém firme: defendia a separação entre disciplina militar e conflitos eclesiásticos, evitando que o Império se desgastasse institucionalmente.
6. Legado
O Duque de Caxias morreu em 7 de maio de 1880. Sua memória foi preservada como:
A Maçonaria brasileira também o honra como um de seus membros de maior expressão histórica, inserindo sua trajetória numa tradição de estadistas que participaram da vida pública do país.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). “Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).