Lima e Silva
José Joaquim de Lima e Silva Sobrinho, primeiro e único visconde e conde de Tocantins (Rio de Janeiro, 7 de outubro de 1809 — Rio de Janeiro, 21 de agosto de 1894) foi um militar e político brasileiro, tendo atuado como coronel na rebelião mineira de 1842. Depois de ter largado a vida militar, foi lavrador e depois comerciante de grande prestígio no Rio de Janeiro, sendo Presidente da Associação Comercial desta cidade e do Banco do Brasil.
Foi também político, filiado ao Partido Conservador (Brasil Império), tendo exercido o cargo de deputado pela província de Minas Gerais, na 8ª legislatura, e pela do Rio de Janeiro, nas 10ª e 11ª legislaturas, de 1857 a 1864, e nas 13ª e 14ª, de 1867 a 1872. Já no final da vida, exerceu alguns cargos públicos, principalmente na direção de algumas instituições, como a Sociedade Asilo dos Inválidos da Pátria, do qual foi o seu primeiro diretor em fevereiro de 1867, Conde e Marechal de Campo, o Irmão Caxias iniciado em 1841, já estava em 1846 tão integrado à Maçonaria que havia alcançado o grau 33°.
Caxias, ao lado da esplendorosa carreira militar, teve presença destacada na Maçonaria a partir de 1841, ano de sua Iniciação. Em 1847, abandonando o Grande Oriente Brasileiro, fundou uma Potência independente, que reuniu cinco Lojas e que ficou conhecida como o Grande Oriente Caxias. Por seu espírito pacificador, dois anos depois se envolveu no esforço da Unificação dessas Potências, conseguindo-a somente em 1852, o que lhe valeu justa homenagem e a concessão do título de Grão Mestre Honorário da Ordem.
O Irmão Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, foi iniciado em 30 de junho de 1841 na Loja Maçônica “São Pedro de Alcântara”, filiada ao Supremo Conselho do Grande Oriente Brasileiro (do Passeio), do qual o seu chefe e amigo; Tenente-General Irmão João Vieira de Carvalho, Conde de Lages, era Soberano Grande Comendador. Era Venerável da Loja, o Irmão Thomaz José Pinto de Serqueira.
Não se sabe ao certo quem o teria levado para a Maçonaria: se o próprio Irmão Conde de Lages, que foi Ministro da Guerra até 18/05/1840, e que na ocasião o escolhera para pacificar a “Balaiada” no Maranhão, ou se por intermédio do Conselheiro José Clemente Pereira, o Irmão Camarão, Ministro da Guerra a partir de 23/03/1841, que lhe dera Carta Branca “para acabar com a revolução liberal de Sorocaba”, em 1842, e que em 25 de julho desse mesmo ano lhe mandaria particularmente o Decreto de D. Pedro II nomeando-o seu Ajudante de Campo. O fato é que na Maçonaria já militavam alguns Irmãos de farda do Irmão Caxias e seus amigos pessoais; como: João da Costa Brito Sanches (Marechal de Campo), Manoel Joaquim Pereira da Silva (Tenente-GeneraI Comandante da Guarda Nacional), Félix.Martins (Almirante e futuro Visconde de Inhaúma), Dr. Joaquim Cândido Soares Meirelles (médico do Imperador e Cirurgião-Mor da Armada e Orador da Loja onde Caxias foi iniciado) e muitos outros.
Foi também, em 1856, “Filiando-Livre” da Loja Maçônica “2 de Dezembro”, igualmente pertencente ao Grande Oriente Brasileiro, que tinha como Venerável o Coronel Irmão João Hunt de Bacelar Pinto Guedes.
Em 1846, estava tão integrado nos movimentos maçônicos que já havia alcançado o Grau 33. E já era Conde de Caxias e Marechal de Campo efetivo.
Resumo biográfico do militar e do político.
O Irmão Luiz Alves de Lima e Silva nasceu em 25 de agosto de 1803, na então Vila da Estrela, na Fazenda São Paulo, hoje pertencente ao Município Duque de Caxias, onde, em 28 de março de 1972, foi inaugurado um Museu ao Patrono do Exército. Como noticiou o jornal “O Globo” em edição do dia seguinte, reportando-se à inauguração do Museu. “lá encontramos até armas com signos maçônicos”.
O pai de Caxias, Francisco de Lima e Silva, foi membro das duas primeiras Regências e Dna. Cândida de Oliveira Lima, mãe de Caxias.
Segundo os usos e privilégios das famílias militares de alta linhagem, pois era filho do Brigadeiro Francisco de Lima e Silva, Caxias assentou praça aos cinco anos de idade no Regimento Bragança, em cujas fileiras seguiu todos os postos, até substituir seu pai no comando da mesma unidade.
Em 19 de dezembro de1818 foi promovido ao posto de Alferes para a 5ª Companhia de Fuzileiros, da Guarnição da Corte, ao ser aprovado para o primeiro ano da Academia Militar.
Em 2 de janeiro de 1821 o jovem oficial, na Academia Militar, já podia usar a dragona no ombro direito, pois foi promovido a Tenente. Depois de terminar o seu curso, sempre como o melhor aluno de todas as turmas, foi nomeado ajudante do 1º Batalhão de Fuzileiros, mais tarde transformado em 2º. Batalhão de Caçadores (13-10-1822).
Em 17 de fevereiro de 1824 foi promovido a Capitão e em 2 de dezembro de 1828 foi promovido a Major, para o 1º Regimento de Infantaria de Linha.
Em 12 de setembro de 1837 foi promovido a Tenente-Coronel e em 18 de julho de 1841 foi agraciado com o título de Barão. Nessa mesma data foi promovido ao posto de Brigadeiro.
Em 13 de julho de 1842 foi nomeado General em Chefe das Forças Pacificadoras brasileiras e no dia 23 desse mesmo mês foi promovido a Ajudante de Campo do Imperador. Logo, em 21 de setembro seguinte, foi elevado a Marechal de Campo graduado, posto onde foi efetivado em 25 de março de 1845.
Em 15 de agosto de 1843 foi agraciado com o título de Visconde e em 2 de abril de 1845 foi novamente agraciado com o título de Conde.
Em 3 de março de 1852 foi promovido ao posto de Tenente-General, sendo que, em 26 de junho desse mesmo ano, foi agraciado com o título de Marquês.
Em 2 de dezembro de 1862 foi promovido a Marechal graduado do Exército, posto onde foi efetivado em 13 de outubro de 1866.
Foi agraciado com o título de Duque em 26 de março de 1870, único título dessa natureza concedido pelo Império.
Como militar, o Irmão Caxias comandou o Exército Pacificador em diversos movimentos: a Balaiada, no Maranhão (1838); em Sorocaba, a Revolução liberal (1842); o movimento de Teófilo Otoni, em Minas Gerais (1842); a Guerra dos Farrapos, no Rio Grande do Sul (1842/1845); a guerra contra Oribe, no Uruguai (1851); a guerra contra Rosas, na Argentina (1852); a guerra contra Solano Lopes, no Paraguai (1864/1869), etc.
Como político exerceu diversas funções das mais relevantes para a nacionalidade: Deputado pela Província de São Paulo (1842); Senador pelo Rio Grande do Sul (1845); Presidente da Província do Rio Grande do Sul (1845); Ministro da Guerra (1855); Conselheiro de Guerra (1858); Presidente do Conselho (1861); Presidente do Conselho e Ministro da Guerra (1875); etc.
Em 2 de fevereiro de 1832, o Irmão Caxias casou-se com Dna. Ana Luiza Carneiro Viana (Anica) de cujo consórcio teve três filhos: um varão, Luiz Alves Junior que morreu ainda adolescente, herdeiro do nome glorioso desse grande general Maçom, e duas filhas, Luiza Loreto Viana de Lima (Baronesa de Sta. Mônica) e Maria de Loreto Viana de Lima (2ª Baronesa de Ururaí).
Em 7 de maio de 1880 faleceu na Fazenda Santa Mônica, próxima ao Município de Vassouras, sendo enterrado no dia 10, no Cemitério do Catumbi, no Rio de Janeiro.
Extrato de texto e alterações.
Dalson L. R. De Benedetti – M .’.I.’.

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.











