João de Souza Lima
João de Souza Lima, pianista, compositor, regente e professor, nasceu em São Paulo em 21 de março de 1898. Seu irmão, o pianista José Augusto de Souza Lima, foi quem o iniciou, aos quatro anos de idade, nos estudos musicais. Fez estudos com Luigi Chiaffarelli, harmonia e composição com Agostino Cantú e violoncelo com Saverio Simoncelli.
Com dezesseis anos de idade, já havia feito recitais no Rio de Janeiro e São Paulo, e obtido prêmios de composição. Em 1919, foi o primeiro colocado em concurso para bolsa de estudo no Conservatório de Paris, onde permaneceu entre 1919 e 1930. Estudou piano com Isidor Philipp, Marguerite Long, Egon Petri e Alexander Brailowsky, música de câmara com Camille Chevillard e Paul Paray, história da música com Maurice Emmanuel, harmonia, órgão e composição com Eugène Cools e Eugène Gigout e regência com Camille Chevillar.
Ganhou o Primeiro Prêmio de piano do Conservatório de Paris em 1922. Em 1926, veio a substituir Marguerite Long no Conservatório. Em 1923, conseguiu a vaga de solista, por concurso, dos concertos Colonne, de Paris. Estudou a obra pianística de Claude Debussy com Madame Debussy e grande parte da obra pianística de Maurice Ravel, com o próprio compositor. Fez turnês pelo Brasil, França, Itália, Alemanha, Turquia, África, Argentina e Uruguai. Colaborou com o Quarteto de Cordas Léner. Ganhou o primeiro prêmio, em 1937, com seu poema sinfônico O Rei Mameluco, em concurso promovido pelo Departamento Municipal de Cultura de São Paulo. Recebeu menção honrosa com o Poema das Américas em concurso sinfônico organizado por Henry Reichold, nos Estados Unidos, em 1942, no qual participaram 400 compositores das Américas.
Foi pianista por dez anos do Trio de São Paulo, do Departamento Municipal de Cultura. Fez conferências sobre música brasileira nos Estados Unidos da América, entre 1971 e 1972, a convite da Universidade de Michigan, e dirigiu a orquestra desse centro. Fundou e dirigiu a Orquestra de Câmara da Sociedade de Cultura Artística de São Paulo, regeu ainda a Orquestra Sinfônica Brasileira e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Foi fundador e diretor artístico da Rádio Tupi de São Paulo e teve participações na Rádio Gazeta, de São Paulo, como solista de piano e regente.
Foi diretor e fundador da Instrução Artística do Brasil. Dirigiu cursos de virtuosidade nos conservatórios Carlos Gomes, de São Paulo e Santa Cecília, de Santos. Foi professor catedrático da Academia Paulista de Música; fiscal do Serviço de Fiscalização artística da Secretaria de Educação, de São Paulo; regente titular da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e diretor artístico da editora musical Irmãos Vitale. Foi fundador da Cadeira nº 38 da Academia Brasileira de Música.
Obras principais
Música de câmara: Intermezzo, 1918.
Música instrumental: Canção infantil, 1918; Dança no campo, 1959; Noturno, 1968; Serenidade, 1973; Tocatina, 1940; Valsa brasileira, 1942; Berceuse; Capricho rústico, 1942; Serenata em mi menor, 1970.
Música orquestral: Poema das Américas, 1942; Minueto, 1918; O Rei mameluco, 1937; Lendas brasileiras, 1941; Dança inacabada, 1953; Fantasia brasileira, 1954; Brasil moderno, 1960.
Música vocal: La Belle aux fleurs,1918; Ah! Si je pouvais, 1928; Lenda,1958; Divagação, 1959; Guerra insondável, 1972; Conto de matuto, 1936; Coração santo; As Árvores do meu quintal, 1964; Contos infantis brasileiros, 1973; Hino da revolução de 1932; Hino do Partido Social Progressista, 1950; Hino dos Cavaleiros da Concórdia, 1964; Improviso para meus irmãos, 1972.
Ópera: Andrea del Sartro, 1957.

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.











