Crença Numa Vida Futura, Reflexão Maçônica Sobre a Eternidade do Ser
março 16, 2026
Crença Numa Vida Futura, Reflexão Maçônica Sobre a Eternidade do Ser
Há uma intuição que precede toda a filosofia e toda a teologia: a de que a existência não se esgota com o cessar da respiração. Antes mesmo de dominar o fogo ou decifrar o céu estrelado, o homem já pressentia, no silêncio da noite e na profundidade dos ritos fúnebres, que a morte não é o fim, mas uma passagem.
A pesquisa aqui apresentada examina a crença numa vida futura como reflexão maçónica sobre a eternidade do Ser, recorrendo às fontes históricas, maçónicas e filosóficas. Para o Iniciado, esta intuição não é um mero consolo metafísico, mas uma lei universal que expressa o retorno cíclico da energia, a perenidade do espírito e a continuidade da consciência.
A investigação revela que a Maçonaria, herdeira das tradições dos mistérios do Egito, de Eleusis e de Jerusalém, não define dogmaticamente essa vida futura, mas convida o homem a experimentá-la desde já, ao elevar-se da condição de profano para a de obreiro consciente da própria eternidade.
Platão, no Fédon, argumentou que a alma é imortal e que a filosofia é uma preparação para a morte; Santo Agostinho, nas Confissões, viu no coração humano um desejo de eternidade que só Deus pode saciar; e Kant, na Crítica da Razão Prática, postulou a imortalidade da alma como exigência da razão moral.
Doutrinadores como Albert G. Mackey, em Symbolism of Freemasonry, e W. L. Wilmshurst, em The Meaning of Masonry, sublinharam que a Maçonaria não impõe uma crença na vida futura, mas exige do candidato a crença na imortalidade da alma, princípio fundamental da Ordem.
René Guénon, em O Homem e o seu Devir segundo o Vedanta, demonstrou que a imortalidade não é uma sobrevivência pessoal, mas a reintegração do ser na sua origem divina. Novas interpretações sugerem que a reflexão maçónica sobre a eternidade não é uma fuga do mundo, mas um convite a vivê-lo com a intensidade de quem sabe que cada acto ecoa na eternidade.
Este artigo convida o autor e o leitor a explorarem as profundezas deste tema, para que a compreensão da vida futura ilumine a prática da existência presente.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).