A sua função é assegurar que a palavra circule no interior da Loja de forma ordenada e protegida, permitindo que comunicações e propostas cheguem ao conhecimento do VenerávelMestre sem que o autor precise expor-se.
A sua importância reside precisamente nesta dupla natureza: recolher o que é destinado à Loja e, simultaneamente, preservar a discrição de quem se manifesta, garantindo que o conteúdo seja verificado com o cuidado que a fraternidade exige.
A pesquisa aqui apresentada examina a doutrina, a ritualística e as controvérsias em torno deste instrumento, recorrendo a fontes maçónicas e à reflexão de doutrinadores que se debruçaram sobre a sua função e o seu simbolismo.
Nada obstante a sua aparente simplicidade, a Bolsa suscita debates significativos entre os estudiosos da ritualística, que divergem sobre o seu alcance e os seus limites, revelando que mesmo os instrumentos mais discretos encerram uma riqueza doutrinária que merece ser compreendida.
Doutrinadores como José Castellani e Ambrósio Peters documentaram a sua função, enquanto novos intérpretes da tradição maçónica têm esclarecido as dúvidas mais frequentes, sublinhando que a Bolsa, para além da sua utilidade prática, é um símbolo da confiança que sustenta a fraternidade: nela, o que é depositado não é apenas papel, mas a palavra que se confia à discrição dos irmãos.
Este artigo convida o autor e o leitor a explorarem as profundezas deste instrumento, para que a compreensão da sua doutrina ilumine a prática da discrição e da confiança na Ordem.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).