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As Invasões Holandesas (1624-1630)

As Invasões Holandesas (1624-1630)

As invasões holandesas no Brasil, ocorridas na primeira metade do século XVII, representam um dos capítulos mais decisivos da história colonial brasileira.
Ao longo dos anos dedicados à pesquisa sobre a formação do Brasil colonial, sempre me impressionou como as invasões holandesas, ocorridas na primeira metade do século XVII, representam um dos capítulos mais decisivos – e, paradoxalmente, menos compreendidos – da nossa história.

Mais do que simples incursões militares, esses eventos foram o reflexo de profundas transformações geopolíticas na Europa, onde a disputa entre a Espanha e as Províncias Unidas se projetou sobre o Atlântico Sul, transformando o Brasil no palco de uma guerra que transcendia as suas fronteiras.

Foi a primeira crise internacional de grande escala em solo brasileiro, e as suas consequências ecoariam muito além do campo de batalha.

Ao mergulhar na investigação sobre este período, fui surpreendido pela complexidade de um confronto que opôs, de um lado, a Coroa espanhola e a sua União Ibérica, e de outro, a Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais, que via no açúcar e no comércio de escravos as rotas para a sua expansão imperial.

Entre 1624 e 1630, duas grandes expedições – a primeira contra Salvador (1624-1625) e a segunda contra Pernambuco (a partir de 1630) – deram início a um período de ocupação que se estenderia por quase um quarto de século e que deixaria marcas profundas na economia, na cultura e na formação da identidade nacional, desde a introdução de novas técnicas agrícolas até a presença de artistas, cientistas e artesãos que, com Maurício de Nassau, transformaram Recife num centro de efervescência cultural sem paralelo na América colonial.

Este artigo, fruto de uma pesquisa que percorreu os arquivos e as crónicas das invasões holandesas, convida o autor e o leitor a redescobrirem um período que, longe de ser um mero interregno na história colonial, foi um laboratório de encontros e conflitos que moldaram o Brasil que hoje conhecemos.

Compreender as invasões holandesas é compreender como o Brasil se inseriu, ainda no século XVII, nas redes globais do comércio e da guerra – e como, desse choque de impérios, emergiu uma sociedade mais mestiça, mais complexa e mais aberta ao mundo do que muitas vezes se imagina. Que esta leitura inspire uma nova apreciação por esse período que, como um fio invisível, ainda liga o nosso passado ao presente que habitamos.

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MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

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glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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