Aerópago
A inspiração dos graus filosóficos também tem um pé na antiga Grécia. A própria denominação “Areopagita” denuncia essa relação.
O Areópago era o tribunal ateniense encarregado do julgamento daqueles que cometiam crimes contra o estado. Os acusados submetidos ao julgamento do Aerópago não tinham direito á apelação. Essa espécie de conselho foi copiada também pelos cavaleiros medievais, que realizavam suas ordálias em um local semelhante ao Aerópago grego.
No início, os praticantes do Rito Escocês aplicaram esse sistema ás assembleias que se reuniam para as seções dos graus 19 a 30, razão pela qual eles se tornaram conhecidos como graus aeropagitas.
O Areópago, na origem, era um conselho de 31 membros da sociedade, escolhidos entre os aristocratas atenienses. Suas atribuições variavam conforme os diferentes tipos de governo que vigoravam em Atenas, por isso sofriam as alterações requeridas pela necessidade política. Entre seus membros eram escolhidos os arcontes. Em número de dois, eles eram uma espécie de “reis”, cada um responsável por um aspecto diferente do governo de Atenas. O nome “areópago” é uma adaptação do termo areopagus (ou Areios Pagos, de Ἄρειος πάγος), que siginifica “A Colina de Áries”, uma referência ao deus da guerra.
Essa referência se deve principalmente ao fato de que em tempos de guerra, os arcontes tinham que cumprir funções militares. Em tempos de paz o areópago funcionava como tribunal responsável pelos julgamentos dos crimes contra a vida e contra o Estado. Os membros do Areópago eram aristocratas escolhidos nas melhores famílias atenienses, razão pela qual formavam um grupo de “eleitos”, supostamente os cidadãos mais virtuosos da comunidade. Dai a sua analogia com a Maçonaria, dado o seu caráter de Assembleia elitista e corporativista.

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.











