A raposa e as uvas: a Ilusão do desejo e a Máscara do desprezo
agosto 26, 2026
A raposa e as uvas: a Ilusão do desejo e a Máscara do desprezo
1. O Resumo da Fábula
Uma raposa faminta passeava por um pomar quando avistou umbelo cacho de uvas maduras, pendurado em um ramo alto de uma videira. Arregalando os olhos e lambendo os beiços, a raposa deu um salto para alcançá-las, mas não foi alta o bastante.
Tentou novamente, com mais ímpeto, e falhou outra vez. Recuou alguns passos, tomou impulso e deu um grande pulo, sem sucesso.
Depois de várias tentativas exaustivas, vendo que era impossível alcançar as uvas, a raposa ergueu o focinho, virou as costas e disse, com desdém: "Estão verdes mesmo. Só servem para os que gostam de azedo."
E foi embora, convencida de que aquilo que não podia ter não valia a pena.
A moral da história é: "Desprezamos aquilo que não podemos obter, criando desculpas para disfarçar nossa própria incapacidade."
Nas pesquisas que realizei sobre os mecanismos de autodefesa que obscurecem a consciência, entre as narrativas atribuídas a Esopo, poucas expõem com tanta precisão a armadilha que espreita o percurso iniciático quanto a da raposa e as uvas.
Como assinalou Nietzsche, o homem que não pode alcançar o fruto declara-o amargo; e Schopenhauer, por sua vez, notou que a vontade frustrada costuma disfarçar-se de desprezo — ambas as reflexões ecoam a lição do apólogo: o autoengano que transforma a incapacidade em desdém é um dos vícios mais sutis e perigosos na jornada espiritual.
A tentação de racionalizar a desistência é forte: atribuir à meta uma suposta inutilidade ou à via um excesso de aridez é, como advertiu Sêneca, o artifício da alma que prefere a ilusão à dor do reconhecimento dos próprios limites. É precisamente nesse instante que o espírito revela a sua fibra: aceitar a distância entre o desejo e a realização, sem a máscara do desprezo, exige coragem mais rara do que qualquer conquista externa.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
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A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).