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O Mata-Maroto

O Mata-Maroto

Quando comecei a estudar o período regencial brasileiro, confesso que minha atenção se concentrou nas grandes revoltas que os manuais costumam destacar – a Cabanagem, a Farroupilha, a Sabinada.

Foi por isso que, ao deparar-me com o Mata-Maroto, senti que estava diante de um fenômeno de natureza completamente diversa: não uma revolta organizada com líderes e bandeiras, mas uma erupção popular de violência tão espontânea quanto brutal, que varreu as ruas da Bahia entre 1831 e 1832, transformando o ódio contra os portugueses numa guerra de emboscadas e perseguições sem quartel.

O que mais me impressionou ao mergulhar nos relatos da época foi compreender que aquele movimento não nascia de uma conjuntura passageira, mas de um ressentimento profundo, acumulado ao longo de séculos de dominação colonial e alimentado pela arrogância dos "marotos" – os comerciantes e funcionários portugueses que, mesmo após a Independência, mantinham privilégios e desprezo pelos brasileiros.

O Mata-Maroto foi, assim, o grito de uma população que perdera a paciência com a promessa de uma liberdade que tardava a chegar, e que decidiu fazer justiça com as próprias mãos, num banho de sangue que chocou o Império e expôs as feridas não cicatrizadas da nossa formação nacional.

Neste artigo, partilho os frutos dessa minha investigação sobre um dos episódios mais violentos e, paradoxalmente, mais esquecidos do Brasil Império – uma história que nos ensina que o ódio ao estrangeiro, quando não é contido pelas instituições, pode desaguar numa barbárie que mancha para sempre a memória de um povo.

Convido o leitor a percorrer comigo as causas, os episódios e as consequências desse movimento, cujo eco ainda nos interroga sobre os limites da tolerância e o preço da exclusão.

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MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

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goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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