Ao longo dos anos dedicados à pesquisa sobre o período regencial brasileiro, sempre me impressionou como as disputas políticas locais, muitas vezes movidas por interesses pessoais e familiares, podiam gerar episódios de violência e instabilidade que ameaçavam a frágil unidade do Império.
As Carneiradas, ocorridas em Pernambuco entre 1834 e 1835, são um exemplo paradigmático desses conflitos – um reflexo das lutas intestinas entre as facções que disputavam o poder na província, num momento em que o país ainda procurava se reorganizar após a abdicação de Dom Pedro I.
Ao mergulhar nos relatos da época, fui surpreendido pela intensidade de um movimento que, embora muitas vezes reduzido a uma nota de rodapé nos manuais de história, revela a profundidade das tensões políticas e sociais que marcaram o Brasil Império.
Percebi que as Carneiradas não foram uma simples revolta popular, mas o resultado de uma teia de alianças e rivalidades que opunham as elites pernambucanas, e que o seu rápido desfecho – debelado sem maiores repercussões – não diminui a sua importância como sintoma das fraturas que atravessavam a jovem nação.
Este artigo, fruto de uma investigação que percorreu arquivos e crônicas da província de Pernambuco, convida o autor e o leitor a redescobrirem as causas, os personagens e as consequências das Carneiradas – um convite a olharmos para o passado não como um repositório de factos mortos, mas como um espelho onde ainda se refletem as tensões entre o poder central e as autonomias locais, entre o projeto de unidade e a força das identidades regionais que nunca deixaram de pulsar no coração do Brasil.
Você leu uma introdução!
O acesso integral à este artigo e demais páginas do MSMAÇOM é reservado a membros devidamente identificados. Solicitamos que realize o login para proceder. Privacidade e discrição são pilares de nossa comunidade, e seu cumprimento é essencial!
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).