Quandopenso em progresso, minha mente, durante anos, viajou automaticamente para as conquistas materiais da modernidade – as máquinas que revolucionaram a indústria, as descobertas científicas que ampliaram os horizontes do conhecimento, o crescimento económico que prometeu bem-estar a gerações sucessivas.
Foi essa visão, herdada do otimismo iluminista, que me acompanhou durante grandeparte da minha vida, até que, ao iniciar esta investigação, fui confrontado com uma inquietação que os manuais de história não conseguiam aplacar: o progresso, afinal, é realmente uma linha reta que nos conduz a um futuro melhor, ou será ele uma narrativa que a modernidade construiu para si mesma, ignorando as sombras que cada avanço projecta sobre o presente?
Foi, no entanto, ao encontrar a ideia de progresso na Maçonaria que esta investigação se tornou verdadeiramente pessoal para mim.
Percebi que o progresso maçônico não é o avanço técnico ou económico que os manuais celebram, mas algo muito mais íntimo e transformador: o progresso moral, intelectual e espiritual do indivíduo, que se traduz no aperfeiçoamento contínuo da pedra bruta que cada um de nós é.
A Maçonaria não promete um futuro melhor como um dado adquirido; ela nos convida a construí-lo, dia após dia, com o esforço silencioso de quem trabalha na sua própria alma e, através dela, na edificação de uma sociedade mais justa e mais fraterna.
Neste artigo, compartilho os frutos dessa minha jornada através das concepções filosóficas e do princípiomaçônico do progresso – uma pesquisa que me levou a compreender que o verdadeiro progresso não é uma linha reta, mas umcaminho sinuoso, feito de recuos e avanços, de dúvidas e certezas, e que a sua medida não está nas conquistas exteriores, mas na profundidade da transformação interior que cada um de nós é capaz de realizar.
Convido o leitor a acompanhar-me nessa reflexão, pois o progresso, quando compreendido como aperfeiçoamento da alma e não como acumulação de bens, revela-se não uma promessa do futuro, mas uma exigência do presente.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).