Rómulo Augusto recebeu umnome que, por si só, já era uma declaração. “Rómulo” evocava o fundador mítico da cidade, e “Augusto” era o título que o primeiroimperador, Otaviano, havia adotado. Era como se o seu nome carregasse todo o peso da história romana — desde a fundação, em 753 a.C., até o apogeu do Império.
A ironia trágica é que este homem, cujo nome celebrava a grandeza de Roma, seria o último a governá-la. Muitos historiadores destacam este paradoxo: o último imperador levava o nome do primeiro rei e do primeiroimperador.
O seu nome completo eraFlávio Rómulo Augusto. No entanto, a história conhece-o melhor pelo apelido “Augústulo” — um diminutivo que significa“pequeno Augusto”. O apelido não era uma homenagem; era uma referência burlesca à sua juventude.
Quandofoi elevado ao trono, Rómulo era ainda uma criança, e o seu pai, o general Orestes, governava na sua sombra. O diminutivo “Augústulo” captava perfeitamente a percepção dos seus contemporâneos: umimperador que não passava de um fantoche, um menino que brincava de serAugusto.
3. UmImperador de Mentira: O Usurpador Não Reconhecido
Rómulo Augusto nunca foiumimperador legítimo. Ele foi colocado no trono pelo seu pai, Orestes, que havia deposto o imperador anterior, Júlio Nepos.
Para o impériooriental, o verdadeiro imperador do Ocidente continuava a ser Júlio Nepos, que havia fugido para a Dalmácia e lá mantinha a sua reivindicação. Rómulo era, portanto, umusurpador e uma marioneta nas mãos do pai, sem qualquer reconhecimentooficial.
Rómulo Augusto reinou por apenas dez meses. Foi elevado ao trono a 31 de outubro de 475 e deposto a 4 de setembro de 476. Durante esse breve período, o verdadeiro poder estava nas mãos do seu pai, Orestes, que governava a Itália em nome do filho. Não há registo de políticas, leis ou inscrições significativas deste imperador — o que confirma a sua natureza fantoche.
5. A Deposição que Mudou o Mundo: 4 de Setembro de 476
No dia4 de setembro de 476, o chefe germânico Odoacro depôs Rómulo Augusto. Odoacro, líder dos hérulos, havia-se revoltado contra Orestes, que se recusara a conceder-lhes terras em Itália. Orestes foi capturado e executado em 28 de agosto, e dias depois, o seu filho foi deposto.
Ao contrário de muitos imperadores depostos, Rómulo Augusto não foi executado. Odoacro, reconhecendo a sua juventude, poupou-lhe a vida. Concedeu-lhe uma pensão anual de 6.000 soldos de ouro e enviou-o para viver com os seus parentes em Campânia, no sul da Itália. Mais especificamente, foi confinado no Castelo Luculano (atual Castelo do Ovo), em Nápoles.
As fontes sugerem que ele pode ter sobrevivido até pelo menos 511 d.C.. Uma carta do estadista Cassiodoro, datada do reinado do rei ostrogótico Teodorico (493–526), parece indicar que Rómulo ainda estava vivo nessa época. Há quem acredite que ele tenha fundado um mosteiro, mas o certo é que o seu paradeiro se perde na noite dos tempos.
Nenhuma outra figura da história romana personifica tão bem a ironia do destino. O último imperador chamava-se Rómulo — como o fundador de Roma — e Augusto — como o fundador do Império. Esta coincidência impressionou os contemporâneos, que viram nela um sinal profético.
O poeta bizantino do século VI, Córiscio de Gaza, escreveu que o imperador Rómulo Augusto “tinha o nome do seu avô, mas não as suas ações”. O império que começou com Rómulo e Augusto terminou com um menino que, ironicamente, carregava ambos os nomes.
A deposição de Rómulo Augusto é tradicionalmente usada pelos historiadores para marcar a transição da Antiguidade para a Idade Média. Embora o Império do Oriente tenha sobrevivido por mais mil anos (até 1453), o Ocidente nunca mais teriaumimperadorromano. Este evento, embora não tenha sido percebido como catastrófico pelos contemporâneos, tornou-se um dos marcos mais simbólicos da históriaocidental.
Apesar da deposição de Rómulo, a cultura romana não desapareceu da noite para o dia. O reino de Odoacro e, mais tarde, o reino ostrogótico de Teodorico, mantiveram muitas instituições romanas.
O próprio Odoacro governou a Itália em nome do imperadororiental, e a administração romana continuou a funcionar. A queda do império não foium colapso súbito, mas uma transformação lenta que se arrastou por décadas.
E, no centro desta transição, estava um menino chamado Rómulo, que viveu para ver o fim de ummundo, mas cujo próprio destino permanece, até hoje, umenigma.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). “Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).