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O Templo de Zeus Olímpico em Atenas

O Templo de Zeus Olímpico em Atenas

O Templo de Zeus Olímpico em Atenas

Quando percorremos as ruínas dos grandes templos da Antiguidade, há um que sempre me impressionou não pela sua beleza — embora ela seja inegável — mas pela sua história de perseverança.

O Templo de Zeus Olímpico em Atenas, o Olimpeion, é um monumento à paciência e à teimosia humanas. Sua construção se estendeu por mais de seis séculos, atravessando tiranos, democracias, reis helenísticos e imperadores romanos.

Foi iniciado por um tirano que queria manter o povo ocupado, interrompido por uma democracia que o considerava um símbolo de opressão, retomado por um rei que sonhava com a glória, e finalmente concluído por um imperador que via na Grécia a alma do mundo civilizado.

Suas colunas de mármore do Monte Pentélico são como testemunhas silenciosas de uma história que se estende por quase 700 anos. Neste artigo, convido o leitor a percorrer comigo a história, a arquitetura e o legado desse que foi o maior templo da Grécia Antiga.

 O Início sob os Tiranos: Uma Obra de “Húbris”

A história do Olimpeion começa no século VI a.C., sob o governo do tirano Pisístrato (c. 550 a.C.). O tirano, que governava Atenas com mão de ferro, iniciou a construção de um templo dedicado a Zeus em sua qualidade de rei dos deuses do Olimpo. No entanto, não era apenas piedade que movia Pisístrato. O filósofo Aristóteles, em sua Política, observou que os tiranos frequentemente mantinham o povo ocupado com grandes obras monumentais para que não tivessem tempo ou energia para conspirar contra o governo.

Após a morte de Pisístrato, seus filhos Hípias e Hiparco demoliram o templo original para dar lugar a uma construção ainda mais colossal. O novo projeto foi confiado aos arquitetos Antístates, Calescro, Antimáquides e Porino, e seguia o estilo dórico, elevando-se sobre um pódio de 41 metros por 108 metros. No entanto, em 510 a.C., a tirania foi abolida, e o trabalho foi interrompido, ainda incompleto.

Durante o período da democracia ateniense, nada se fez no templo. A construção em tão grande escala era vista como um ato de húbris (soberba), um símbolo da opressão dos tiranos que a nova democracia repudiava.

O Sonho Helenístico: Antíoco IV e o Arquiteto Romano

Por quase dois séculos, o Olimpeion permaneceu um esqueleto de pedra, um monumento ao fracasso e à ambição desmedida. Foi apenas no século II a.C., durante o domínio macedônio sobre a Grécia, que as obras foram retomadas. O rei helenista Antíoco IV Epifânio (175-164 a.C.) contratou o arquiteto romano Cossútio para projetar o maior templo do mundo conhecido.

Sob a direção de Cossútio, o projeto foi radicalmente alterado. O templo deixou de ser dórico e passou a adotar a ordem coríntia, com suas colunas esbeltas e capitéis ornamentados com folhas de acanto. O novo templo, quando concluído, teria 104 colunas de 17 metros de altura e 2 metros de diâmetro, todas em mármore do Monte Pentélico.

No entanto, com a morte de Antíoco IV em 164 a.C., o trabalho foi novamente adiado. Em 86 a.C., o general romano Sila saqueou Atenas e levou duas colunas do templo inacabado para Roma, onde foram usadas para adornar o Templo de Júpiter no Capitólio.

A Conclusão Imperial: Adriano e a Glória Final

A conclusão do Olimpeion só se tornou realidade no século II d.C., graças ao imperador romano Adriano (76-138 d.C.). Adriano, um grande admirador da cultura grega, ordenou o início das obras durante sua primeira visita a Atenas em 124-125 d.C. O templo foi finalmente dedicado em 131-132 d.C., durante sua última visita à cidade.

Mais de 638 anos haviam se passado desde o início do projeto. O templo, agora concluído, media 96 metros de comprimento por 40 metros de largura e era o maior templo da Grécia. No interior da cela, Adriano ergueu uma estátua gigante de Zeus em ouro e marfim (crisel fantina), e ao lado, uma estátua igualmente grandiosa de si mesmo, associando-se ao deus e adotando o título de Olympios (Olímpico).

A Queda e o Silêncio

A glória do Olimpeion, no entanto, foi curta. Em 267 d.C., pouco mais de um século após sua conclusão, o templo foi saqueado durante uma invasão de povos germânicos. Provavelmente nunca foi reparado, e caiu em ruínas.

Nos séculos seguintes, após a queda do Império Romano, o templo foi extensivamente saqueado para fornecer materiais de construção para outros edifícios em Atenas. A maioria de suas colunas foi derrubada e suas pedras reutilizadas.

Hoje, restam 16 das 104 colunas originais (algumas fontes mencionam 15), imponentes e solitárias, a poucos metros da Acrópole. Uma coluna, derrubada no chão, permite ver de perto os detalhes da obra. As ruínas do Olimpeion, juntamente com o vizinho Arco de Adriano, são hoje um dos principais sítios arqueológicos de Atenas.

Curiosidades sobre o Templo de Zeus Olímpico

  1. A Construção Mais Longa da História: O Olimpeion levou 638 anos para ser concluído. Iniciado em 550 a.C., foi concluído apenas em 131 d.C. É uma das construções mais longas da história da humanidade.

  2. A Estratégia Política dos Tiranos: Segundo Aristóteles, a construção do templo fazia parte de uma estratégia dos tiranos para manter o povo ocupado e distraído, impedindo que tivessem tempo ou energia para se rebelar.

  3. A Democracia que Parou a Obra: Durante o período democrático em Atenas, a construção do templo foi completamente interrompida, pois era vista como um símbolo da tirania e da húbris (soberba) que a democracia repudiava.

  4. O Imperador que se Fez Deus: Adriano, ao concluir o templo, ergueu uma estátua de Zeus e uma estátua de si mesmo ao lado, adotando o título de Olympios (Olímpico), equiparando-se ao deus.

  5. A Coluna que Viajou para Roma: Em 86 a.C., o general romano Sila levou duas colunas do templo inacabado para Roma, onde foram usadas para adornar o Templo de Júpiter no Capitólio.

  6. Apenas 16 Colunas Restam: Das 104 colunas originais, apenas 16 (ou 15, segundo algumas fontes) ainda estão de pé. Uma delas, derrubada, permite ver de perto os detalhes da arquitetura coríntia.

  7. O Templo que Virou Pedreira: Durante séculos, as ruínas do Olimpeion foram usadas como fonte de materiais de construção para outros edifícios em Atenas.

  8. A Estátua de Zeus: O templo abrigava uma das maiores estátuas de culto do mundo antigo, uma figura de Zeus em ouro e marfim.

Legado do Templo de Zeus Olímpico

O legado do Olimpeion é múltiplo e profundo.

Na Arquitetura, foi o maior templo da Grécia Antiga, um marco da engenharia e do design clássico. Suas colunas coríntias, com seus capitéis ornamentados, influenciaram a arquitetura romana e, através dela, toda a tradição arquitetônica ocidental. O uso do mármore do Monte Pentélico, que brilha sob a luz do sol, tornou-se uma marca registrada da arquitetura ática.

Na Política, o Olimpeion é um testemunho das mudanças de regime em Atenas. Começado por um tirano, interrompido por uma democracia, retomado por um rei helenista e concluído por um imperador romano, o templo reflete as transformações políticas da cidade ao longo de seis séculos.

Na Memória Coletiva, o Olimpeion permanece como um símbolo da perseverança humana. A ideia de que um projeto iniciado no século VI a.C. só foi concluído no século II d.C. é um lembrete de que as grandes obras transcendem gerações e regimes. Suas colunas solitárias, que ainda se erguem em direção ao céu, são um testemunho silencioso da capacidade humana de sonhar, mesmo quando os sonhos levam séculos para se realizar.

Pesquisa e redação Ivair Ximenes Lopes

Fontes de Pesquisa 

  • Wikipédia, a enciclopédia livre – Templo de Zeus Olímpico

  • Wikipedia, the free encyclopedia – Temple of Olympian Zeus, Athens

  • WikiArquitectura – Templo de Zeus Olímpico em Atenas

  • Guia Melhores Destinos – Templo de Zeus Olímpico e o Arco de Adriano

  • Free Tour Atenas – Templo de Zeus Olímpico (Atenas) – Historia, precio y tipos de entradas

  • Temple-of-Zeus.com – Templo de Zeus Olímpico (Olympieion)

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MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

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A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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