Roberto Aguilar Machado Santos Silva: O Pesquisador e Mestre Maçom que Trouxe a Anarquia à Academia
janeiro 9, 2008
Roberto Aguilar Machado Santos Silva: O Pesquisador e Mestre Maçom que Trouxe a Anarquia à Academia
Introdução
No amplo espectro da literatura maçônicabrasileira contemporânea, o nome de Roberto Aguilar Machado Santos Silva surge como uma voz dissonante e original. Pesquisador científico de carreira na Embrapa, membro de Academia Maçônica de Letras e Mestre Maçom dedicado, Silva dedicou-se a umestudo pouco comum na literatura iniciática brasileira: a análise das afinidades, contradições e interfaces entre a Maçonaria e o pensamento anarquista.
Sua obra“A Maçonaria Anarquista” , publicada pela Editora A Trolha, é descrita como “pioneira dentro da literatura Maçônica brasileira”, um testemunho de sua erudição e de sua coragem intelectual ao abordar um tema tão controverso quanto fascinante. Este artigo se propõe a reconstituir, a partir das fontes disponíveis, a trajetória deste pesquisador-atípico, explorando sua biografia pessoal, sua carreira na Ordem, seu legado literário e algumas curiosidadessobre sua multifacetada vida.
Roberto Aguilar Machado Santos Silva é um exemplo da bem-sucedida carreira de pesquisador científico no Brasil. Ele é Doutor e, durante 25 anos, foipesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) , uma das mais importantes instituições de pesquisa agrícola do mundo.
Informação não disponível: As fontes consultadas não mencionam sua área de especialização exata na Embrapa, sua cidade de residência, nem suas datas de nascimento.
Roberto Aguilar Machado Santos Silva é descrito em suas publicações e em referências editoriais como um“M.’. M.’.” (MaçomMaçom) e “M∴ ∴ ∴ ∴M∴” , siglas que identificam sua condição de Mestre Maçom, indicando que ele não apenas conhece teoricamente a Ordem, mas a vivencia em seus graus mais elevados.
Em uma referência em um site português, o nome de Roberto Aguilar Machado Santos Silva aparece ao lado de outras personalidades maçônicas internacionais, sugerindo que sua obra e seu nomesão conhecidos para além das fronteiras brasileiras. Este dado, embora não confirmado em outras fontes, aponta para uma possível atuação ou ao menos reconhecimento em círculos maçônicos lusófonos.
A contribuição literária de Roberto Aguilar Machado Santos Silva para o universo maçônico concentra-se em um único título, mas de grande originalidade e significado.
A obra é descrita como “pioneira dentro da literatura Maçônica brasileira”. Ao tratar das relações entre a Maçonaria — uma instituição hierárquica, ritualística e tradicional — e o anarquismo — uma filosofia política que prega a abolição de todas as formas de autoridade coercitiva — o autor se aventurou por um território quase inexplorado na literatura iniciática.
O Duplo Nome: A grafia de seu nome sofre variações nas fontes consultadas. Enquanto a página do Escavador utiliza “Roberto Aguilar Machado Santos Silva” , o catálogo da Amazon apresenta “Roberto Aguilar M. S. Silva” , e algumas referências editoriais o listam como “Roberto Aguilar M. S. Silva Silva”. Estas variações são comuns em autores com nomes longos, mas a presença do “Silva” duplicado é uma curiosidade a ser notada.
O Doutor da Embrapa: A coexistência da carreira de pesquisador na Embrapa com a produção de uma obra de filosofia política e maçônica é um feito notável. Silva é um dos poucos autoresmaçônicos brasileiros cuja biografia profissional é conhecida e não se vincula à área de humanidades ou Direito, mas sim às ciências agrárias.
Reconhecimento em Portugal: A referência ao seu nome em um site maçônico português, ao lado de obras e autores internacionais, pode indicar que “A Maçonaria Anarquista” alcançou o público de outrospaíses de língua portuguesa, um feito considerável para um autor de uma pequena editora nacional.
Um Tema Controverso: A originalidade do tema escolhido por Silva — a associação entre a Maçonaria e o anarquismo — é, por si só, uma curiosidade. A Maçonaria é frequentemente acusada por anarquistas de ser uma instituição burguesa e hierárquica; por outro lado, alguns anarquistas reconhecem nos ideais maçônicos de liberdade e igualdade uma inspiração. Silva parece ter se debruçado justamente sobre esta ambivalência.
Conclusão
A trajetória de Roberto Aguilar Machado Santos Silva desafia as categorizações fáceis. Ele é, ao mesmo tempo, um doutor pesquisador de uma instituição científica de ponta e umMestre Maçom dedicado ao estudo das correntes mais radicais do pensamento político. Sua obra, “A Maçonaria Anarquista” , permanece como um farol solitário em um campo de estudos ainda pouco explorado pela academia maçônicabrasileira.
Ao tratar de temas tabus e estabelecer pontes inusitadas, Silva nos lembra que a busca pela verdade, núcleo da experiência iniciática, não pode se dar sem a liberdade de pensar o impensável. Ele é, em seu próprio modo de ser e escrever, um exemplo de que a Maçonaria é grande o suficiente para abrigar, em seu seio, as vozes mais dissonantes — contanto que o que as mova seja a honestidade intelectual e a paixão pelo conhecimento.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). “Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).