Advogado de formação, mestre em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e autor de uma vasta obra publicada pela Editora Maçônica A Trolha, Costa é frequentemente descrito como um “rebento da nova geração” de escritoresmaçônicos, dotado de “muita cultura, uma imensa e seleta biblioteca Maçônica e uma vocação extraordinária para as letras – especialmente as letrasmaçônicas”.
Sua trajetória é marcada por um feito notável: a criação de um curso de História da Maçonaria na UERJ, iniciativa inédita que consolidou seu compromisso com o estudo da Ordem.
Este artigo se propõe a reconstituir sua biografia pessoal e maçônica, apresentar suas principais obras e reunir algumas curiosidadessobre sua multifacetada vida.
FredericoGuilherme Costa construiu uma carreira que transita entre o Direito e a História. Sua formação inicial foi na área jurídica: ele foi advogado, mantendo sua própria banca de advocacia. No entanto, a vocação para a pesquisa histórica falou mais alto. Afastando-se da advocacia, Costa retornou aos bancos acadêmicos para cursar o Mestrado em História na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), instituição onde obteve o título de mestre.
Sua dissertação de mestrado, intitulada “Luzes e Sombras: a ação dos pedreiros‑livres brasileiros” , abordou diretamente a atuação da Maçonaria no processo de emancipação do trabalho escravo.
Este trabalhofoi posteriormente transformado no livro“A Maçonaria e a Emancipação do Escravo” , publicado pela Editora A Trolha em 1999. O próprio livro é descrito como “a dissertação apresentada pelo Autor ao Curso de Mestrado em História da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ como requisito à obtenção do título de Mestre”.
Costa é reconhecido como pertencente ao “novo grupo de pesquisadores maçons que tem produzido estudos vinculados à universidade, e que teve o devido cuidado” de fundamentar suas análises em fontes confiáveis e em uma metodologia acadêmica rigorosa. Sua produção situa-se na interseção entre a erudição maçônica tradicional e a pesquisa histórica profissional.
Possível Doutoramento
Embora as fontes sejam contraditórias a respeito, há indicações de que Costa teria prosseguido seus estudos, participando em 2001 do Curso de Mestrado em História da PUC‑SP e, eventualmente, concluído um doutoramento em História, o que o qualificaria ainda mais como um historiador profissional da Maçonaria.
Biografia Maçônica: O Irmão que Levou a Ordem para a Universidade
FredericoGuilherme Costa é frequentemente referido pelo título fraternal de “Irmão” em seus próprios livros e em referências editoriais, confirmando sua condição de maçom ativo. Embora as fontes consultadas não detalhem sua data precisa de iniciação, grau alcançado ou obediência de filiação, há dois fatos notáveis que definem sua biografia maçônica:
A Posse de uma Extensa Biblioteca Maçônica: É descrito como possuidor de “uma imensa e seleta biblioteca Maçônica”, o que atesta não apenas sua erudição, mas seu compromisso pessoal com o estudo aprofundado da Ordem.
Sua filiação maçônica está documentada em atas da Loja Arautos do Vale nº 21, do Oriente de Resende (RJ), onde FredericoGuilherme Costa consta como membro. Esta informação valida a sua condição de maçom ativo e situa sua prática na cidade fluminense de Resende.
Obras Publicadas: Uma Produção Vasta e Focada na História
Resultado do curso ministrado por Costa na UERJ em 1992. Organizado com método, conhecimento e talento, destinado tanto ao público maçônico quanto ao acadêmico.
Dissertação de Mestrado em História da UERJ transformada em livro. Analisa o papel das lojas e dos maçons no processo de abolição da escravatura no Brasil.
Demonstra a ação da Maçonaria e de maçons no processo da Proclamação da República (1889), mostrando como muitos deles integraram os ministérios do governo republicano.
A Mudança Radical de Carreira: Costa foi uma das raras pessoas que abandonaram uma bem‑sucedida banca de advocacia para dedicar‑se ao estudo da História, transformando seu interesse pela Maçonaria em uma profissão acadêmica.
Intelectual de Fôlego Pluritemático: Sua obra não se limita à história da Maçonaria. Em seus livros, aborda temas como abolição, república, universidade, métodos de pesquisa e questões controvertidas da Arte Real, demonstrando um fôlego intelectual que perpassa diferentes áreas do conhecimentohumano.
O Irmão Reconhecido por seus Pares: Em uma nota editorial, o próprio editor da A Trolha, Assis Carvalho, o descreveu como “o autor de maior cultura, o mais estudioso e o de melhor técnica” da nova geração de escritoresmaçônicos, umreconhecimento de peso dentro do meio editorial especializado.
A Distinção entre os Dois Nomes: Nas buscas, é frequente encontrar a grafia “Frederico G. Costa” em lugar do nome completo “Frederico Guilherme Costa”. Esta variação não indica um autor diferente, mas apenas uma forma abreviada de se referir ao mesmo intelectual.
Conclusão
FredericoGuilherme Costa representa uma inflexão na literatura maçônicabrasileira: a passagem do ensaísmo militante e apologético para a pesquisa histórica profissional e cientificamente fundamentada.
Sua trajetória, que vai da advocacia ao mestrado em História, passando pela criação de um curso universitário pioneiro sobre a Ordem, demonstra um compromisso ímpar com a produção do conhecimento de qualidade sobre a Maçonaria. Sua vasta obra, publicada pela Editora A Trolha, continua sendo uma referência indispensável para todos aqueles que desejam compreender a história, os papéis sociais e os desafios contemporâneos da Arte Real no Brasil.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). “Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).