Sir Robert Moray
Sir Robert Moray (1608/1609 – 1673) foi uma figura notável do século XVII, cuja carreira multifacetada abrangeu a militar, a diplomacia, a política, a espionagem e a filosofia natural.
Escocês de nascimento, serviu como soldado em França, onde se tornou favorito do Cardeal Richelieu, que o recrutou como espião. A sua carreira política na Escócia incluiu cargos de alto nível, como Lord Justice Clerk e membro do Conselho Privado.
Um dos aspetos mais significativos da sua vida foi a sua iniciação na Maçonaria Especulativa.
A 20 de maio de 1641, foi iniciado numa loja escocesa que se encontrava em solo inglês, um evento que constitui o registo mais antigo conhecido de uma iniciação maçónica especulativa em Inglaterra. A partir de então, passou a usar uma estrela de cinco pontas, a sua marca maçónica, na sua correspondência.
Após a Restauração da monarquia britânica, Moray tornou-se uma figura central na fundação da Royal Society. Esteve presente na reunião de 28 de novembro de 1660 que levou à sua criação e foi instrumental na obtenção da Carta Real e na formulação dos seus estatutos.
Talvez em reconhecimento pela sua importância, a sociedade realiza a sua assembleia geral anual no dia de Santo André, o padroeiro da Escócia. Moray também contribuiu ativamente para a ciência, realizando e relatando observações detalhadas sobre fenómenos das marés, sendo pioneiro na proposta de uso de poços de amortecimento como mareógrafos.
Nos seus últimos anos, viveu no Palácio de Whitehall, dedicando-se a experiências químicas.
Morreu praticamente na pobreza, mas foi enterrado na Abadia de Westminster por ordem do rei Carlos II. O seu legado como um dos fundadores tanto da Royal Society como da Maçonaria Especulativa moderna tem vindo a ser cada vez mais reconhecido.

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.











