Miguel Calmon du Pin e Almeida nasceu em Santo Amaro, Bahia, em 26 de outubro de 1796, filho de família tradicional baiana. Realizou seus primeiros estudos sob a tutela de um tio e, posteriormente, transferiu-se para Portugal, onde se formou em Direito pela Universidade de Coimbra, em 1821.
Além da formação jurídica, possuía conhecimentos em:
economia
geografia
administração pública
agronomia
Essa base intelectual o tornaria um dos mais versáteis estadistas do Império.
2. Independência e início da vida pública
Retornou ao Brasil e participou da Independência da Bahia (1823). Foi membro do Conselho Provisório do Governo da Província e eleito para a Constituinte de 1823, marcando o início de sua carreira política nacional.
Posteriormente, foi deputado por quatro legislaturas representando a Bahia na Câmara dos Deputados.
3. Carreira política no Império
O Marquês de Abrantes ocupou posições centrais no governo imperial:
Ministro da Fazenda (1827 e 1837)
Ministro dos Negócios Estrangeiros (1829)
Conselheiro de Estado (1843)
Artista diplomático na Europa entre 1844 e 1845
Paris
Londres
Berlim
Sua atuação foi marcada por grande capacidade administrativa e visão econômica.
Em 1854, recebeu do Imperador o título de Marquês de Abrantes.
4. Contribuições econômicas e industriais
Foi um dos principais impulsionadores da indústria e modernização econômica no Brasil imperial.
Destacou-se como:
Presidente da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional entre 1848 e 1865
Autor do estudo “Ensaio sobre o Fabrico do Açúcar” (1834), importante para a modernização do setor açucareiro baiano
Esses trabalhos revelam seu interesse pelo desenvolvimento tecnológico, industrial e agrícola do país.
5. Honrarias
Recebeu diversas condecorações nacionais e estrangeiras, incluindo:
Grã-Cruz da Imperial Ordem do Cruzeiro
Ordem da Rosa
Outras ordens e honrarias europeias
Essas distinções reforçam seu prestígio político e diplomático.
6. Vida pessoal e falecimento
Casou-se com Maria Carolina de Piedade Pereira Baía, filha do Barão do Meriti. Faleceu no Rio de Janeiro, em 5 de outubro de 1865.7. Participação na Maçonaria
Tradições maçônicas brasileiras referem Miguel Calmon du Pin e Almeida como figura de grande relevância na Ordem. É citado como tendo sido Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil (GOB) aproximadamente entre 1850 e 1863.
Durante esse período, a maçonaria desempenhou papel de influência nas discussões políticas do Império.
7.2. Dados de iniciação
Apesar das referências à sua liderança maçônica, não há registros públicos acessíveis que indiquem:
Representa o modelo de homem público do século XIX: culto, versátil, influente e comprometido com os rumos do Estado.
9. Conclusão
Miguel Calmon du Pin e Almeida, o Marquês de Abrantes, deixou marcas profundas na política imperial, na economia e na maçonaria brasileira.
Embora faltem registros documentais sobresua iniciação maçônica, a tradição o reconhece como Grão-Mestre de relevância, conduzindo a Ordem em momento decisivo da vida estatal do Brasil.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). “Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).