Por muito tempo, quando se ouvia a expressão "Irmão adormecido", acreditava-se, de forma quase automática, que ela designava unicamente aquele maçom que, por razões diversas, solicitara o Quite Placet e se afastara fisicamente dos trabalhos. Era uma definição prática, direta e, reconhecidamente, confortável, que dispensava maiores investigações sobre a real condição espiritual e operativa daquele obreiro. Contudo, como ocorre com tantos conceitos na Maçonaria, a superfície revelava-se enganosa, e a verdadeira compreensão do fenômeno exigia um mergulho muito mais profundo nas entrelinhas da conduta maçônica.
Ao debruçar-se sobre o tema, o autor percebe que o adormecimento maçônico é umfenômeno muito mais sutil e multifacetado do que a simples ausência física. Há aquele que, embora regular com suas obrigações financeiras e presente nas Sessões, movimenta-se como um autômato: chega atrasado, desconhece seu lugar no cortejo, folheia o ritual sem encontrar a página certa e ocupa cargos sem a devida preparação. Pior ainda, está ali com o corpo, mas a mente vagueia longe, contando os minutos para o encerramento e ansioso pelo ágape, sem jamais extrair qualquer ensinamento das instruções transmitidas – um verdadeiro espectro que ocupa um lugar sem dele participar.
Para além desse entorpecimento funcional, descobre-se o maçom que só se reconhece como tal dentro dos limites do templo, vestido com o avental, mas que, ao cruzar as portas para o mundo profano, torna-se um simples mortal, desprovido dos princípios que a Ordem lhe incutiu. E, num movimento paradoxal, há ainda o Irmão regularmente adormecido no aspecto formal – aquele que se ausentou dos trabalhos de Loja –, mas que jamais deixou de praticar os ensinamentos, de ler, de escrever e de estender a mão ao próximo, revelando-se muitas vezes mais ativo e desperto que muitos que ocupam os bancos todas as semanas. A esses, acrescenta-se o "entorpecido", aquele que, mesmo regular, permanece inerte, incapaz de olhar para os lados onde estão seus irmãos.
Diante dessa complexidade, o autor nos convida a um exercício indispensável de discernimento: antes de rotular um Irmão como adormecido, é imperioso avaliar sua conduta, sua inteligência, sua capacidade, suas qualidades e, sobretudo, seu caráter e personalidade no mundo profano – onde, muitas vezes, sua atuação supera a de muitos Irmãos regulares. Este artigo propõe uma reflexão que vai além da simples frequência às Sessões para adentrar o terreno essencial da verdadeira prática maçônica: aquela que se constrói, silenciosa e intransferivelmente, na coerência entre o que se diz no templo e o que se vive na vida, desafiando cada obreiro a perguntar-se, honestamente, se está verdadeiramente desperto.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).