A Maçonaria na América: História, Influências e Interpretações
Quando penso na história da Maçonaria na América, minha mente sempre se voltou para os episódios heroicos da Revolução e para os Pais Fundadores que vestiam o avental.
Mas, ao iniciar esta pesquisa, fui surpreendido por uma realidade mais profunda: a Ordem chegou ao continente muito antes da independência, com a fundação da primeira Loja em Louisburg, no Canadá, em 1721, e sua rápida disseminação pelas colônias inglesas a partir de 1730.
A edição americana do Livro das Constituições de Anderson, publicada por Benjamin Franklin em 1734, é um testemunho vivo da maturidade precoce da Maçonaria no Novo Mundo.
Foi fascinante constatar como a Ordem, que promovia a fraternidade entre irmãos de diferentes origens, tornou-se um fator de coesão decisivo na Guerra da Independência.
A liderança de George Washington e de tantos outros maçons não foi um acaso – a Maçonaria oferecia uma linguagem comum, uma rede de confiança e um ideal de união que transcendia as diferenças políticas, permitindo que adversários se sentassem à mesma mesa em defesa da liberdade.
Neste artigo, partilho os frutos dessa minha investigação sobre a presença maçónica na América, desde os primeiros passos coloniais até à sua consolidação como pilar da jovem nação, e convido o leitor a redescobrir connosco como a Ordem ajudou a forjar não apenas uma revolução, mas uma identidade.

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