Ao longo dos anos dedicados à pesquisa sobre o período regencial brasileiro, sempre me impressionou como as revoltas que sacudiram o país frequentemente carregavam contradições profundas – e a Cabanada é um dos exemplos mais eloquentes dessa complexidade.
O que começou como ummovimento de elite, desejando a volta de Dom Pedro I, transformou-se na mais autêntica luta popular por terra e liberdade do Nordeste, como se as forças da história tivessem subvertido o propósito original dos seus líderes e dado voz aos que sempre foram silenciados.
Ao mergulhar nos arquivos e nas crônicas da época, fui surpreendido pela capacidade de ummovimento, que durou apenas três anos (1832-1835), de reunir índios, negros foragidos, quilombolas e camponeses pobres num grito comum contra o abandono do Império.
Mais do que uma simples rebelião, a Cabanada foi a tentativa de construir um novo tipo de sociedade – ainda que efémera – onde a terra e a liberdade não fossem privilégios de poucos.
Embora muitas vezes confundida com a Cabanagem, a sua história própria revela-se profundamente significativa para compreendermos as raízes da exclusão social no Brasil.
Este artigo, fruto de uma investigação que percorreu interpretação de documentos e relatos pouco explorados, convida o autor e o leitor a redescobrirem a Cabanada não como uma nota de rodapé na história regencial, mas como um capítulo essencial da luta pela terra e pela dignidade – um legado de resistência que, embora derrotado militarmente, ainda ecoa nos sertões onde o Brasil se fez e desfez.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).