Ao longo dos anos dedicados à pesquisa sobre o período regencial brasileiro, sempre me impressionou como o ódio aos portugueses, que já vinha fermentando desde a Guerra da Independência, explodiu em diversas províncias com uma violência que revelava o ressentimento profundo de uma população que nunca perdoara os anos de dominação colonial.
A Setembrada, ocorrida em 1831 no Recife, é um desses episódios que, embora frequentemente ofuscado por outras revoltas, foi o primeiro de uma série de motins que sacudiram Pernambuco e revelaram a força do sentimento antilusitano no pós-abdicação. Mais do que um simples motim militar, foi o grito de uma população que, cansada da arrogância e do privilégio dos portugueses, decidiu fazer justiça com as próprias mãos.
Ao mergulhar na investigação sobre este movimento, fui surpreendido pela sua rapidez e pela sua violência – um levante que, em poucos dias, expôs as fraturas profundas de uma sociedade que ainda não se reconciliara com a sua independência.
Percebi que a Setembrada não foi um ato isolado, mas o prenúncio de uma década de agitações que marcariam a história de Pernambuco, desde a Abrilada até a Novembrada, passando pelas Carneiradas e pela Insurreição do Crato. A sua importância reside precisamente em ter sido a primeira faísca de um incêndio que consumiria a província nos anos seguintes, revelando como o ressentimento contra o estrangeiro se entrelaçava com as disputas políticas locais e com a luta pela autonomia provincial.
Este artigo, fruto de uma pesquisa que percorreu arquivos e crónicas da época, convida o autor e o leitor a redescobrirem a Setembrada como um capítulo essencial para compreender as tensões que moldaram o Brasil do século XIX.
Pois, naquele breve levante de 1831, ecoa a pergunta que ainda hoje nos interroga: como construir uma nação que supere o ódio ao outro, quando o próprio processo de independência deixou feridas abertas que teimam em não cicatrizar? Que esta leitura nos ajude a compreender as raízes do nosso passado e a refletir sobre os desafios do presente.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).