Quando comecei a pesquisar a história da Maçonaria nos Estados Unidos, minha atenção se voltou naturalmente para as grandes obediências da Nova Inglaterra e da Virgínia, berços da Revolução Americana e das primeiras lideranças maçônicas do país. Foi por isso que, ao deparar-me com a Grande Loja do Distrito de Columbia, confesso que não esperava encontrar uma história tão rica e entrelaçada com os próprios alicerces da nação.
Mas, ao mergulhar nos arquivos e nas atas daquela obediência, percebi que a sua trajetória não era uma nota de rodapé na história maçônica americana – era, antes, um fio condutor que ligava a fundação da capital federal aos momentos mais decisivos da construção da identidade nacional.
Ao reconstituir a fundação da Grande Loja em 1811, com suas cinco lojas originárias de Maryland e da Virgínia, fui surpreendido pela capacidade de resiliência que aquela instituição demonstrou ao longo das décadas seguintes.
Enquanto o famigerado "Caso Morgan" – o desaparecimento de um maçom que se tornara crítico da Ordem – desencadeava uma onda de sentimento anti-maçônico que levou ao fechamento de centenas de lojas em todo o país, a Grande Loja do Distrito não apenas sobreviveu, mas registrou um crescimento líquido positivo no número de candidatos, um feito que, para mim, revela a profundidade das raízes que a Maçonaria havia fincado no solo da capital.
Percebi, então, que a história daquela obediência não podia ser compreendida sem se olhar para o contexto político e simbólico da própria cidade de Washington, que, como a Grande Loja, nascia das cinzas de um território neutro para se tornar o coração pulsante de uma república em construção.
E, ao seguir o rastro daquela instituição através do século XIX, deparei-me com episódios que me fizeram compreender a sua importância muito além das fronteiras do Distrito. Foram os maçons daquela Grande Loja que, em cerimônias solenes, colocaram as pedras angulares do Monumento a Washington e da ampliação do Capitólio dos EUA, ligando os símbolos da Ordem aos próprios monumentos da democracia americana.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).