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O Aprendiz Maçom 19 – o Silêncio

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O Aprendiz Maçom 19 – o Silêncio – CAPÍTULO 19

Livro do Aprendiz Maçom – Oswald Wirth
Autor da pesquisa e análise: Ivair Ximenes Lopes

1. Tema central do capítulo

O Capítulo 19 trata do Aprendiz Maçom e o Silêncio — não apenas como disciplina, mas como instrumento de aprendizagem moral e espiritual.

Depois de estudar ferramentas, luzes e símbolos, Wirth volta a um princípio inicial:

O silêncio é o primeiro mestre do iniciado.

Ele é imposto não como punição, mas como meio de educação interior.

2. O Silêncio como Método

O silêncio tem uma função pedagógica clara:

  • impede a tagarelice,

  • ensina a observar,

  • orienta a escutar.

O Aprendiz necessita aprender antes de falar.

No início, o homem fala muito e pensa pouco.
A iniciação o inverte:

  • pensar primeiro,

  • falar depois.

O silêncio é método de domínio da palavra.

3. Silêncio e Humildade

O capítulo mostra que o silêncio desenvolve humildade.

Quem sabe muito fala pouco.
Quem fala demais revela ignorância.

O iniciado percebe:

  • não sou o centro do mundo,

  • tenho muito a aprender,

  • os outros podem ensinar.

O silêncio não humilha,
ele educa para a sabedoria.

4. Silêncio e Observação

A observação cresce quando a boca se cala.

O Aprendiz passa a ver:

  • gestos,

  • intenções,

  • defeitos,

  • virtudes.

O mundo se revela a quem sabe observar.

Wirth ensina que o iniciado não deve julgar precipitadamente:

a primeira impressão é quase sempre enganadora.

O silêncio dá tempo para compreender.

5. Silêncio e Domínio de Si

O capítulo apresenta o silêncio como exercício de autocontrole.

  • o homem impulsivo fala sem pensar,

  • o homem prudente pensa antes de falar.

O silêncio fortalece a vontade:

  • modera paixões,

  • reprime a cólera,

  • evita conflitos inúteis.

O iniciado torna-se mais senhor de si.

6. Silêncio e Prudência

O silêncio é fonte de prudência.

Muitos males nascem da palavra precipitada:

  • ofensas,

  • intrigas,

  • compromissos,

  • promessas irresponsáveis.

O Aprendiz aprende a medir:

  • a oportunidade,

  • a necessidade,

  • a utilidade das palavras.

Sem prudência, não há sabedoria.

7. Silêncio e Fraternidade

O silêncio favorece a fraternidade:

  • ninguém é interrompido,

  • todos são ouvidos,

  • a palavra circula com ordem.

A palavra fraterna deve ser:

  • sincera,

  • justa,

  • respeitosa.

O silêncio impede a agressão verbal,
evita mal-entendidos
e preserva o afeto.

8. Silêncio e Segredo

O iniciado aprende a guardar segredo.

O que se passa no templo não deve ser profanado pela tagarelice profana.

Guardar segredo não é ocultar algo indevido,
mas proteger o sagrado.

Wirth é claro:

A confiança é fundamento da fraternidade.

Quem não sabe calar,
não é digno de confidência.

9. Silêncio Criador

O silêncio não é vazio.
Ele é criador.

No silêncio, nascem:

  • ideias,

  • inspirações,

  • decisões.

A alma se encontra consigo mesma.

O iniciado percebe que a verdade fala no íntimo,na calma do coração.

10. Preparação para a Palavra

O silêncio prepara a palavra.

A palavra do Aprendiz deve ser:

  • ponderada,

  • útil,

  • construtiva.

O capítulo afirma:

quando o silêncio cumpriu sua obra,
a palavra torna-se luminosa.

Falar deixa de ser impulso
e passa a ser serviço.

11. Conclusão do Capítulo

O Capítulo 19 conclui que:

O silêncio não é ausência de comunicação:
é comunicação superior.

O iniciado cala para aprender a falar melhor.

Ele silenciosamente constrói em si
a base da palavra verdadeira.

12. Referência

WIRTH, Oswald. O Aprendiz Maçom.
Pesquisa, análise e redação: Ivair Ximenes Lopes

Marcado:

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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