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Vespasiano Gonçalves de Albuquerque e Silva

Vespasiano Gonçalves de Albuquerque e Silva

Vespasiano Gonçalves de Albuquerque e Silva

Vespasiano Gonçalves de Albuquerque e Silva nasceu em Goiana (PE) no dia 3 de março de 1852.

Assentou praça em 9 de setembro de 1870 e entrou para a Escola Militar, na qual passou a alferes-aluno em 8 de janeiro de 1875. Ao concluir o curso, formou-se engenheiro militar, de acordo com o que previa o Regulamento para as Escolas do Exército, Decreto nº 5.529, de 17 de janeiro de 1874. Foi promovido a segundo-tenente em 31 de janeiro de 1877, a primeiro-tenente em 25 de maio de 1878, e a capitão em 25 de julho de 1880.

Durante o movimento de 15 de novembro de 1889, que culminou com a proclamação da República pelo marechal Deodoro da Fonseca, esteve ao lado dos rebeldes, tendo comandado uma companhia formada por 56 alunos da Escola Superior de Guerra (ESG).

Sua atuação durante o movimento valeu-lhe, em 29 daquele mês, a promoção a major. Foi promovido a tenente-coronel em 17 de março de 1890, ano em que também foi designado comandante da Escola Militar do Rio Grande do Sul. Sua permanência nesse estado resultou na sua eleição para deputado estadual na legislatura 1891-1893. Contudo, nesse último ano, a crise política e a importância das estradas de ferro como elemento estratégico o levariam à direção da Estrada de Ferro Central do Brasil no Rio de Janeiro, então Distrito Federal.

Desde novembro de 1891, diante do fechamento do Congresso Nacional pelo presidente Deodoro da Fonseca (1889-1891), várias manifestações contrárias haviam estourado em todo o país. Uma delas foi a greve dos trabalhadores da Estrada de Ferro Central do Brasil,no dia 22 daquele mês. Acuado por outras ameaças, no dia seguinte Deodoro renunciou.

Em seu lugar, assumiu o vice-presidente, marechal Floriano Peixoto (1891-1894), que logo começou a sofrer pressões para a realização de eleições, como previa a Constituição.

Floriano resistia e, diante da intensificação dos protestos, entre outras medidas, em 20 de março de 1893 nomeou Vespasiano Gonçalves de Albuquerque e Silva, oficial de sua confiança, diretor da Central do Brasil.

Em setembro daquele ano, os opositores de Floriano novamente procuraram atingir o sistema ferroviário da capital do país. No dia 4 daquele mês, liderada pelo tenente Augusto Vinhais, estourou nova greve dos trabalhadores da ferrovia. Em seguida, no dia 6, teve início a Revolta da Armada, quando altos oficiais da Marinha sublevaram navios fundeados na baía da Guanabara. No dia 13 de setembro começaram os bombardeios aos fortes do litoral fluminense em poder do Exército.

Com a intensificação do conflito, parte da população do Rio de Janeiro abandonou a cidade. As estações da Estrada de Ferro Central do Brasil ficaram abarrotadas e, em trens especiais, os moradores fugiram em busca de refúgio em locais seguros. Em março do ano seguinte, a rebelião foi finalmente derrotada.

Antes, porém, em 31 de janeiro de 1894, por sua atuação como diretor da ferrovia durante a crise política, Vespasiano Gonçalves de Albuquerque e Silva foi promovido a coronel.

Ainda durante sua gestão à frente da Estrada de Ferro Central do Brasil, foi feito o prolongamento da ferrovia pelo estado de Minas Gerais, que então passava por um processo de modernização e iniciava a construção da nova capital, Belo Horizonte.

Ingressou na política e no pleito de 1894 foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul. Assumiu, no dia 7 de maio desse ano, sua cadeira na Câmara dos Deputados no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Em 30 de novembro de 1894 deixou a direção da Central do Brasil. Foi reeleito deputado federal em 1897, 1900, 1903 e 1906. No dia 4 de janeiro de 1907 renunciou, antes do término do seu último mandato, para retornar à atividade militar.

Por decreto desse mesmo mês foi nomeado comandante interino do 7º distrito militar em Mato Grosso, cargo que exerceria até dezembro de 1908, data em que seria nomeado comandante da 2ª brigada de cavalaria. Antes, porém, em 24 de julho desse ano, foi promovido a general de brigada e, de 1909 a 1910, exerceu o cargo de inspetor permanente da 11ª região militar. Em novembro desse último ano foi nomeado comandante da 2ª brigada estratégica.

Em março de 1911 assumiu a função de inspetor especial de guerra, de quartéis e estabelecimentos militares do Rio Grande do Sul. Em abril seguinte foi nomeado inspetor permanente da 12ª região, cargo que exerceu até setembro, quando foi transferido para a 9ª região como inspetor permanente.

Em 31 de maio desse mesmo ano foi promovido a general de divisão. Assumiu o comando do 4º Distrito Militar (hoje 1ª Região Militar) no dia 14 de setembro de 1911, função que exerceria até 8 de março de 1912. Embora institucionalmente fosse responsável pelos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, durante o período final de sua gestão foi chamado a intervir no estado da Bahia para solucionar o conflito político ali ocorrido.

Em fins de 1911, por um acordo político feito com José Joaquim Seabra, cujo objetivo último era retardar ao máximo a realização das eleições estaduais programadas para o dia 28 de janeiro de 1912, o presidente do estado, João Ferreira de Araújo Pinho, renunciou ao cargo. Seu sucessor natural, o presidente do Senado estadual, padre Manuel Leôncio Galvão, recusou-se a substituí-lo. Com isso, assumiu o governo do estado o presidente da Assembleia estadual e adversário de Seabra, Aurélio Viana.

Com objetivo de impedir uma intervenção federal e de manter o domínio local para o seu grupo político, o novo presidente decidiu mudar a capital do estado e a Assembleia Legislativa para a cidade de Jequié. Tal ato foi contestado judicialmente e a recusa de Viana em acatar a ordem judicial levou ao bombardeio da cidade de Salvador no dia 12 de janeiro. Em consequência, Aurélio Viana renunciou, mas, no dia 22, foi reconduzido ao cargo. Contudo, uma reação popular culminou com a fuga do presidente do estado, que se refugiou, primeiro, no consulado da Venezuela e, em seguida, no da França. Finalmente, no dia 27, Viana renunciou novamente ao cargo. No dia seguinte, realizaram-se as eleições que resultaram na vitória de J. J. Seabra.

Antes da posse do novo governante, porém, era preciso normalizar a situação política estadual. Foi com o intuito de solucionar a crise que o presidente da República, marechal Hermes da Fonseca (1910-1914), para lá enviou o general Vespasiano. O objetivo era reconduzir Aurélio Viana ao poder até a posse de Seabra, mas Viana recusou-se a retornar à presidência do estado. Em seguida, Vespasiano tentou que o padre Galvão assumisse o cargo, mas este impôs condições inexequíveis, o que impediu sua nomeação.

Por último, o general recorreu a Bráulio Xavier, presidente do Tribunal e terceiro na linha sucessória, que finalmente aceitou assumir o poder, revogando, de imediato, a transferência da capital para Jequié e governando o estado até a posse de J. J. Seabra.

O bombardeio sobre a cidade de Salvador teve, porém, outra consequência que envolveu diretamente o general Vespasiano de Albuquerque. Em virtude de uma desavença política, o então ministro da Guerra, general Antônio Adolfo da Fontoura Mena Barreto, deixou o cargo. Vespasiano de Albuquerque, que já havia substituído Mena Barreto no comando do 4º Distrito Militar, novamente o substituiu. Nomeado em 3 de março de 1912, tomou posse como ministro da Guerra no dia 31 do mesmo mês.

Durante o tempo em que ocupou este ministério, foram expedidos regulamentos para a instrução e serviços gerais nos corpos de tropa, para o tiro de infantaria, para os colégios militares, para a Escola Prática do Exército e para a de Estado-Maior, para as fábricas militares de pólvora e cartuchos e para o tiro de artilharia de campanha. Foi criado, ainda, um Colégio Militar no estado de Minas Gerais.

Também em sua gestão, precisamente em princípios de 1913, ocorreu a primeira tentativa oficial de se criar uma aviação para o Exército. Vespasiano de Albuquerque contratou uma empresa, criada às pressas pelos aviadores italianos Gian San Felice Gino, Vitório Bucelli, Eduino Orione e Arturo Jona, com o objetivo de dar início à escola de aviação. Tal intento, porém, não foi levado adiante. A Escola Brasileira de Aviação (EBA) faliu cinco meses depois de inaugurada, em 18 de junho de 1914.

Vespasiano de Albuquerque acumulou interinamente, junto com a pasta da Guerra, o cargo de ministro da Marinha, entre 12 de julho e 2 de agosto de 1913. Sua administração no Ministério da Guerra prolongou-se até o fim do quadriênio de Hermes da Fonseca, em 15 de novembro de 1914, quando passou a pasta ao general Caetano de Faria.

Antes mesmo de deixar a pasta da Guerra já havia sido nomeado, em 25 de setembro de 1914, ministro do então Supremo (atual Superior) Tribunal Militar (STM). Tomou posse no
dia 30 do mesmo mês. No dia 18 de novembro foi reformado, em 24 seguinte afastou-se do cargo e em 26 do mesmo mês foi posto em disponibilidade.

Foi ainda professor e, mais tarde, diretor da antiga Escola de Guerra e chefe do Estado- Maior do Exército.
Faleceu no Rio de Janeiro no dia 9 de julho de 1924.
Teve uma filha.

Cláudio Beserra de Vasconcelos/Mirna Aragão
FONTES: 1.ª REG. MIL. Galeria. Disponível em:
<http://www.1rm.eb.mil.br/index.php/galeria.html>. Acesso em: 30/4/2011;
ABRANCHES, J. Governos; ASSEMB. LEGISL. RS. Parlamentares; BRASIL.
Coleção das Leis do Império(1874); CÂM. DEP. Deputados brasileiros; COL.
MIL. PORTO ALEGRE. Ex-alunos; Encyc. e Diccionario Internacional (v. I, p.
1244); FAUSTO, B. História; Jornal do Comércio, RJ. (10/7/1924, p. 5); LAGO, L.
Conselheiros (p. 32); LAGO, L. Estado-Maior (p. 55); LEMOS, R. Benjamin;
LOPES, T. ; TORRES, G. Ministros (p. 169); MALUF, R. Governantes;
NASCIMENTO, N. Revolução; SALES, M. Modernização (p.86-96); SILVEIRA,
A. Enciclopédia; SUP. TRIB. MIL. DIR. DOC. Ministros; TAVARES, L.
História;.TRINDADE, H.; NOLL, M. Subsídios.

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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

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gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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