Ricardo Franco de Almeida Serra
Ricardo Franco de Almeida Serra, português de nascimento, aportou no Brasil em 1780. Formado em Engenharia e Infantaria, esse engenheiro-soldado, cartógrafo, geógrafo e astrônomo tornou-se um dos expoentes do desbravamento e da defesa do imenso território brasileiro nas regiões Norte e Centro-Oeste, tendo feito desde o mapeamento dessas regiões a obras de engenharia.
Entre os séculos XVIII e XIX persistiam as disputas territoriais entre Portugal e Espanha, uma vez que não estavam definidas as fronteiras do Brasil com as colônias espanholas na América do Sul. Confrontos armados eram freqüentes e inevitáveis na disputa por expansão de terras. Era urgente assegurar nossa integridade territorial. Para isso, foi necessário desbravar e registrar a geografia do Brasil nas áreas fronteiriças e construir fortificações em pontos estratégicos para a manutenção do território conquistado e demarcado.
O coronel Ricardo Franco fez o levantamento de fronteiras, explorando mais de 50 rios das bacias do Amazonas e do Prata, e mapeou as capitanias do Grão-Pará, Piauí, de São José do Rio Negro e de Mato Grosso. Além disso, dirigiu trabalhos de construção de várias fortificações, entre as quais o Quartel dos Dragões de Vila Bela (no atual Mato Grosso) e o Forte Príncipe da Beira (em Rondônia).
Das obras de Ricardo Franco, sobressai a construção e defesa do Forte Coimbra, em pleno pantanal sul-mato-grossense.
O coronel Ricardo Franco faleceu em 21 de janeiro de 1809, aos 61 anos, ainda no comando do Forte Coimbra.

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.











