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A Enfermidade: A Provação que Fortalece os Laços Fraternos na Maçonaria

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A Enfermidade: A Provação que Fortalece os Laços Fraternos na Maçonaria

A enfermidade é uma realidade inevitável na jornada humana, e na Maçonaria, ela não é apenas um desafio individual, mas uma responsabilidade coletiva . Como ensina Rizzardo da Camino, “todo ser humano passa pela enfermidade e, sendo maçom, conta com o apoio da Fraternidade” (Camino, 2014, p. 135). A Ordem Maçônica vê na doença uma ocasião para exercer a solidariedade , reforçando os laços que unem os obreiros e testando o compromisso com os princípios de amor ao próximo e cuidado mútuo.


A Visitas e o Dever de Solidariedade

Na Maçonaria, a visitação ao irmão enfermo é um dever sagrado. O hospitaleiro, responsável por essa tarefa, deve informar a Loja sobre o estado de saúde do membro afetado, garantindo que a cadeia de solidariedade seja mantida. Camino destaca que “quando um elo da Loja é acometido pela enfermidade, toda a Loja é atingida” (Camino, 2014, p. 135). Essa visão reflete o princípio de que a saúde de cada maçom está interligada ao bem-estar da comunidade.

A ausência de visitação ao irmão doente é considerada uma quebra de compromisso , gerando frustração e enfraquecendo o tecido moral da Loja. Como diz o provérbio maçônico: “O verdadeiro maçom visita o irmão não apenas em seu leito de dor, mas também em sua alma.” A cadeia de união , símbolo central da irmandade, torna-se um instrumento esotérico de cura espiritual, onde os votos coletivos pelo restabelecimento do obreiro reforçam a conexão entre os membros.


Histórico e Curiosidades nos Ritos Maçônicos: REAA e YORK

Rito Escocês Antigo e Aprovado (REAA)

O REAA, com seus 33 graus simbólicos, incorpora a enfermidade como tema simbólico em rituais que enfatizam a fragilidade humana e a redenção através da fraternidade. No Grau 14º (Grande Eleito dos Segredos) , o candidato é instruído sobre a importância de cuidar dos frágeis, recordando que “a força verdadeira manifesta-se no amparo ao próximo” (Pike, 1871).

Curiosidades:

  • O Grau 30º (Cavaleiro da Aurora) inclui alegorias sobre a morte e ressurreição espiritual, vinculadas à recuperação da saúde física e moral.
  • Em lojas do REAA, rituais incluem orações silenciosas durante a cadeia de união, canalizando energia espiritual para o irmão enfermo.
  • Albert Pike, em Morals and Dogma , afirma que “a enfermidade é o véu que separa o forte do frágil, e a fraternidade é a mão que rompe esse véu” (Pike, 1871).

Rito York

O York, com raízes na Inglaterra do século XVIII, associa a enfermidade ao combate às adversidades terrenas. O Capítulo do Arco Real explora a reconstrução do Templo de Salomão como metáfora para a superação das fragilidades humanas, enquanto os Cavaleiros Templários enfatizam a disciplina e o sacrifício em prol do bem comum.

Curiosidades:

  • O Grau de Companheiro inclui rituais de cura simbólica, onde o candidato promete cuidar dos irmãos em todos os momentos, inclusive na enfermidade.
  • George Washington, maçom do York, instituiu normas rigorosas de visitação aos irmãos doentes, considerando-a um dever patriótico e moral.
  • Em rituais do Grau de Mestre , o obreiro é advertido: “A enfermidade é o fogo que purifica o egoísmo e revela o verdadeiro maçom.”

A Enfermidade na Filosofia e no Pensamento Maçônico

Grandes filósofos e doutrinadores ampliaram o significado da enfermidade:

  • Platão , em A República , compara a saúde do corpo à harmonia da alma, alinhando-se ao ideal maçônico de equilíbrio entre o físico e o espiritual.
  • Manly P. Hall , em A Filosofia Perene , afirma que “a enfermidade é o espelho da alma, revelando as sombras que precisam ser iluminadas” (Hall, 1928).
  • Albert Pike vê na enfermidade uma oportunidade para “a prática da caridade, que é o ápice da virtude maçônica” (Pike, 1871).

O Dever da Visitas: Um Compromisso com a Vida

A Maçonaria exige que os membros cumpram o dever de visitação , não apenas como ato de compaixão, mas como reforço à unidade da Loja . Camino alerta que “quando a visita não ocorre, há frustração, e então, certamente, atinge-se toda a Loja” (Camino, 2014, p. 135). Esse princípio recorda a máxima cristã: “Amai-vos uns aos outros; como eu vos amei” (João 13:34), integrada à ética maçônica.

A visitação ao irmão enfermo envolve:

  1. Presença física , demonstrando apoio emocional.
  2. Assistência material , como recursos médicos ou financeiros.
  3. Oração coletiva durante a cadeia de união, pedindo a restauração da saúde.

A Enfermidade como Oportunidade de Renovação

Para a Maçonaria, a enfermidade não é um castigo, mas uma provação que prepara o obreiro para a iluminação. Camino reforça que “cada maçom, cumprindo seu dever, faz com que a família sinta-se segura, pois hoje são outros que sofrem, amanhã poderemos ser nós” (Camino, 2014, p. 135). A recuperação do irmão é celebrada com júbilo, simbolizando a ressurreição espiritual e a renovação dos laços fraternos.


Conclusão: A Enfermidade como Espelho da Fraternidade

A enfermidade, na tradição maçônica, é mais do que um teste individual — é um espelho que revela a verdadeira face da Loja. Seja no REAA ou no York, a resposta coletiva à doença reflete o compromisso com a fraternidade universal . Como ensina o poeta Rumi : “A verdadeira saúde nasce quando cuidamos do outro como a nós mesmos.”


Fontes:

  1. CAMINO, Rizzardo da. Breviário Maçônico . 6ª ed. São Paulo: Madras, 2014.
  2. PIKE, Albert. Morals and Dogma of the Ancient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry . Charleston, 1871.
  3. HALL, Manly P. A Filosofia Perene . São Paulo: Pensamento, 1928.
  4. PLATÃO. A República . Século IV a.C.
  5. DUBOIS, Pierre. História da Maçonaria . São Paulo: Pensamento, 2009.
  6. BÍBLIA SAGRADA. João 13:34 (“Amai-vos uns aos outros” ).

“Que a enfermidade seja sempre o catalisador da fraternidade, lembrando aos maçons que a força da Loja reside na solidariedade de seus membros.

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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