29. São Lourenço de Brindisi
Biografia
Nasceu em Brindisi (Itália), em 22 de julho de 1559, com o nome de Giulio Cesare Russo. Seu pai, Guilherme Russo, era capitão do exército veneziano; sua mãe, Elisabetta Masella, era piedosa e culta. Perdeu o pai ainda criança. Estudou em Veneza com os frades conventuais e, depois, em Verona e Pádua. Aos 16 anos, entrou para a Ordem dos Capuchinhos (franciscanos reformados) em Verona, tomando o nome de Frei Lourenço (Lorenzo) de Brindisi. Estudou teologia, filosofia, línguas bíblicas (hebraico, grego, siríaco, aramaico, alemão, francês, espanhol) em Pádua. Foi ordenado sacerdote em 1582.
Distinguiu-se como pregador, professor de teologia, escritor e diplomata. Foi eleito ministro geral da Ordem dos Capuchinhos por três mandatos (1602-1605, 1618-1619). Foi enviado como embaixador papal à Alemanha e Boêmia, tentando convencer os príncipes protestantes a se reconciliarem com a Igreja.
Combateu a ameaça turca: em 1601, serviu como capelão-mor do exército imperial, carregando um crucifixo e liderando as tropas católicas na Batalha de Székesfehérvár (Alba Real), na Hungria, contra os turcos otomanos. Morreu em Lisboa (Portugal), em 22 de julho de 1619, após missão diplomática junto ao rei Filipe III de Espanha. Foi canonizado em 1881 pelo Papa Leão XIII e declarado Doutor da Igreja em 1959 pelo Papa João XXIII, com o título de Doctor Apostolicus (Doutor Apostólico).
Curiosidades
É conhecido como o “Doutor Apostólico” (talvez por seu zelo missionário e apologético).
Dominava dez línguas: italiano, latim, grego, hebraico, siríaco, aramaico, alemão, francês, espanhol, tcheco.
Era um profundo conhecedor da Escritura, tendo-a praticamente memorizada em hebraico e grego.
Na batalha contra os turcos em 1601, montou um crucifixo e, segundo testemunhas, avançou à frente das tropas apenas com o crucifixo; os otomanos fugiram apavorados.
Foi conselheiro de vários imperadores e papas, sempre buscando a paz e a unidade dos cristãos diante da ameaça otomana e das divisões protestantes.
Escreveu 15 volumes de sermões e tratados, a maioria ainda não traduzida para o português.
Sua festa litúrgica é 21 de julho (no calendário capuchinho) ou 22 de julho (na data de sua morte).
Principais obras – coleção mais completa: Opera Omnia (15 vols., ed. de Pádua, 1928-1956):
Sermones (Sermões) – mais de 500 sermões organizados por temas bíblicos e litúrgicos
Mariale (Mariologia) – tratados sobre Maria
Lutheranismi hypotyposis (Esboço do Luteranismo) – obra apologética contra a Reforma
Commentaria in Sacram Scripturam (Comentários bíblicos) – sobre Gênesis, Deuteronômio, Josué, Ezequiel, etc.
Homiliae evangelicae (Homilias evangélicas)
Tratado contra os hereges (vários escritos)
Epistolae (Cartas) – correspondência diplomática e espiritual
Fontes de pesquisa (sem links)
Enciclopédia Britannica, verbete “St. Lawrence of Brindisi”
Laurence of Brindisi – Opera Omnia (edição crítica dos Capuchinhos)
St. Lawrence of Brindisi – Sermons (tradução parcial em inglês, 3 vols., 2010-2015)
Dicionário de Santos (Ed. Paulus)
Os Doutores da Igreja (Ed. Loyola)

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.











