Armando Righetto: O Professor, Historiador e Vigilante da Tradição Maçônica Brasileira
Introdução
Embora menos conhecido internacionalmente do que figuras como Arthur Edward Waite, Armando Righetto ocupa um lugar de destaque e reverência na história da Maçonaria brasileira, particularmente no estado de Minas Gerais. Sua trajetória, entrelaçada com o ensino e a pesquisa histórica, consolidou-o como um dos mais importantes maçonólogos do país. Sua maior homenagem talvez seja ter seu nome perpetuado em uma Loja Maçônica, um testemunho eterno de sua dedicação à Ordem e de sua lúcida defesa de seus valores mais autênticos.
Este artigo busca reunir e organizar as informações disponíveis sobre a vida e a obra de Armando Righetto, explorando sua biografia pessoal, sua carreira iniciática, suas contribuições literárias e algumas curiosidades que cercam sua figura notável.
Biografia Pessoal: O Educador e o Historiador
Os dados sobre a vida pessoal de Armando Righetto são, em grande parte, fruto de menções contextuais e homenagens póstumas, indicando que ele foi uma figura mais celebrada nos círculos maçônicos e acadêmicos do que amplamente documentada na web.
Profissão e Carreira: A evidência mais consistente sobre sua vida profissional é seu título de “Professor”. Sua atuação docente é datada pelo menos desde 1965, quando foi registrado como um dos presentes na instalação da Faculdade de Filosofia de Passos, um evento que marcou a história educacional da cidade. Isso o consolida como um intelectual dedicado ao ensino e à pesquisa, provavelmente nas áreas de humanidades, como História.
Localidade: Toda a documentação disponível associa Righetto à cidade de Passos, no estado de Minas Gerais. Ele era um maçom ativo na região e sua base de operações era o Oriente de Passos.
Ascendência: Seu sobrenome (Righetto) é de origem italiana, sugerindo que sua família, assim como a de muitos brasileiros, descende de imigrantes vindos da Itália.
Apesar de sua importância, informações específicas como suas datas de nascimento e falecimento não foram localizadas nas fontes consultadas, o que adiciona um véu de discrição à sua biografia pessoal.
Biografia Maçônica: O “Irmão” e Patrono
A carreira maçônica de Armando Righetto é a face mais documentada e celebrada de sua vida. Ele é reverenciado não apenas como um membro ativo, mas como um patrono e defensor intransigente da Ordem.
Reconhecimento e Homenagem: A maior prova de seu legado é a existência da ARLS (Augusta e Respeitável Loja Simbólica) Professor Armando Righetto, nº 2515, no Oriente de Passos. Fundada em 31 de janeiro de 1989, a Loja opera sob o Rito Escocês Antigo e Aceito (R.E.A.A.) e é filiada ao Grande Oriente do Brasil – Minas Gerais (GOB-MG). A escolha do nome “Professor Armando Righetto” demonstra o profundo respeito que seus pares nutriam por sua sabedoria e liderança.
Defensor da Ortodoxia: Righetto era conhecido por sua postura firme em defesa dos princípios maçônicos. Ele os via como uma tradição a ser preservada e protegida, um farol de virtude em meio aos desafios do mundo moderno.
Atividade Social: A Loja que leva seu nome é reconhecida por seu trabalho social, notadamente o projeto “Pequenos Cantores de Passos”, que atende cerca de 150 crianças e jovens, evidenciando que o legado de Righetto transcende o ritualístico e se materializa em ações filantrópicas concretas.
Obras Publicadas: Uma Voz na Literatura Maçônica
Armando Righetto foi um autor prolífico, com uma produção literária focada em temas essenciais para o estudioso da Maçonaria. Suas obras, em grande parte publicadas pela Editora Maçônica “A Trolha”, servem como referência para maçons e pesquisadores.
Maçons e Maçonaria (1988): Considerada por muitos sua obra mais conhecida. Publicado pela Editora A Trolha, o livro aborda com clareza o universo maçônico, desvendando seus mitos, verdades e inverdades, sendo um guia valioso para o público iniciante e para o maçom experiente.
Maçonaria, uma Esperança (1992): Uma obra que parece refletir a visão otimista e transformadora que Righetto tinha da Instituição. Nela, o autor concentra sua defesa por “Uma Maçonaria de Maçons!”, um chamado à virtude e à ação.
Maçonaria Ontem e Hoje (1994/2018): Uma análise comparativa que busca situar a Ordem em um contexto histórico, relacionando suas tradições com seus desafios contemporâneos.
Maçonaria, o Caminho das Pedras (1997, com Oswaldo Ortega): Uma obra em co-autoria que explora a história, as lendas, a ritualística e o profundo simbolismo que permeiam a experiência maçônica.
Curiosidades
Da Pesquisa ao Nome da Loja: A principal curiosidade sobre Armando Righetto é que, embora suas obras sejam relativamente escassas, sua influência foi tão grande que uma Loja Maçônica foi batizada em sua homenagem ainda durante sua vida ou logo após sua passagem. A “ARLS Professor Armando Righetto” é um monumento vivo à sua memória.
Um Testemunho Visual: A única imagem física de sua participação em eventos históricos vem de uma fotografia que o registra ao lado de outras autoridades na cerimônia de instalação da Faculdade de Filosofia de Passos em 1965, confirmando seu papel como figura pública e educador em sua comunidade.
Defensor da “Maçonaria de Maçons”: Righetto foi um crítico ferrenho daquilo que considerava desvios e ameaças à pureza doutrinária da Ordem. Sua frase “Lutemos, todos, por uma Maçonaria de Maçons!” foi extraída de seu livro “Maçonaria, uma Esperança” e ecoa como um lema para aqueles que buscam preservar a essência iniciática da instituição.
Fontes
Loja Macônica Virtual (M33), perfil da Loja Professor Armando Righetto.
Portal do Grande Oriente do Brasil – Minas Gerais (GOB-MG), notícias da ARLS Professor Armando Righetto.
Observo – Jornal de Passos, reportagem sobre a instalação da Faculdade de Filosofia (1965).
Estante Virtual e Mercado Livre, anúncios de livros de Armando Righetto.
Esoteric Mundi, sinopse do livro “Maçons e Maçonaria”.
Artigo Acadêmico “Apropriações Contemporâneas do Egito Antigo” (UFRN).
Portal Freemason.pt e Michael Winetzki, citações da obra “Maçonaria, uma Esperança”.

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.












