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Nicola Aslan

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Nicola Aslan
(1906-1980)

Nascido em 8 de junho de 1906, na ilha grega de Chio, era, no entanto, filho de italianos (Sr. Pedro Aslan e Srª Josefina Carneri Aslan) e considerava-se “cidadão do mundo”, pois julgava que os cidadãos italianos têm a qualidade de se adaptar em toda a parte, criando raízes na terra que os acolhe, onde nascem seus filhos e que escolhem como sua pátria.
Apesar de nascer na ilha grega, tinha a nacionalidade italiana dos pais, por um motivo prosaico: por estar a ilha de Chio sob o domínio turco, na época do seu nascimento, a religião dominadora então, impedia a nacionalização dos estrangeiros, razão pela qual teve que ser oficializada a mesma nacionalidade italiana de seus pais.

Confiados (Nicola Aslan e seu irmão) aos cuidados do avô materno, Salvador Carneri, em função das necessidades profissionais de seus pais, quis o destino que, com o advento da Primeira Grande Guerra (1914), separasse pais e filhos por longos 5 anos, só sendo possível o reencontro em 1919. As dificuldades pós-guerra foram enormes para a família de Nicola Aslan que, apesar das privações e sofrimentos, conseguiu terminar o equivalente ao 2º grau, não sendo-lhe possível cumprir os desejos paternos que o queriam formado em dentista ou médico.

Inteligente e sagaz, no entanto, com 17 anos, com um ótimo emprego no Banque Imperiale Otomano, já falava o grego, o francês, o italiano, o inglês e o turco.

Aos 23 anos, com as dificuldades políticas do regime turco, que o fizeram perder o emprego, e sem opção na capital Ankara, emigrou Nicola Aslan para o Brasil, em 1929, sem dinheiro e cheio de esperanças. Sem conhecer o idioma, as dificuldades de adaptação foram enormes, mas aprendeu lendo jornais nos bondes, exercendo atividades em escritórios comerciais, dando lições de francês, até culminar (profissionalmente) com o trabalho de Representação Comercial.

Em 1941, casou-se com D. Guiomar Barroso Aslan, que lhe deu os filhos Ítalo Barroso Aslan e Licy Aslan Drumond.

Ingressou na Maçonaria em 1956, aos 50 anos de idade, na Loja Evolução, no Oriente de Niterói. Esta Loja que, inicialmente pertencia ao Grande Oriente do Brasil, passou depois ao controle da Grande Loja do Estado do Rio de Janeiro.

Exaltado a Mestre Maçom em 01/03/1957, concluiu todos os Graus do filosofismo maçônico, tendo concluído o Grau 32 em 15/05/1972.

Reconhecidamente incentivador da Cultura Maçônica, sempre a ela se dedicou, participando dos principais eventos ligados à mesma.

Eleito diversas vezes para os mais diversos cargos, recebeu igualmente inúmeros títulos honoríficos (suficientes para completarem umas três laudas).

Com apenas dois anos de Maçonaria (1958), escreveu uma obra de grande importância: HISTÓRIA DA MAÇONARIA, Cronologia, Documentos, pela Editora Espiritualista Ltda. E só parou quando passou para o Oriente eterno.

É (até hoje) reconhecido como um dos maiores e renomados escritores maçons e dicionaristas do mundo, tendo sua obra GRANDE DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DE MAÇONARIA E SIMBOLOGIA, sido elogiada pela Academia Maçônica de Letras, tendo sido comparada à obra de Albert Mackey.

Ajudou a fundar (21/03/1972) a Academia Maçônica de Letras, vindo a ocupar a cadeira nº 06, que tem como patrono Gonçalves Ledo. Deixou uma biblioteca invejável!
Nicola Aslan faleceu em 02 de Maio de 1980.
Fonte: O Pesquisador Maçônico n.º 27 / Nov.-Dez./2003, Informativo Cultural Bimestral da SOCIEDADE DE ESTUDOS ANTHERO BARRADAS e A… R…L…S… Renascimento n.º 08 – Cabo Frio (RJ); Registrado na ABIM sob o n.º 060-J, Rua Nicola Aslan, 133 – Braga

    Maçons Famosos – BrasilTradicionalmente, a Maçonaria surgiu com as civilizações, e esteve presente na formação de quase todas elas, para instruir os homens nos princípios da construção social, construindo mentes sábias e personalidades…
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MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

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goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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