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A Terceira Cruzada

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A Terceira Cruzada

A Terceira Cruzada pode ser compreendida como uma reação cristã à conquista de Jerusalém pelo líder muçulmano Saladino em 1187. A expedição teve como principais condutores os reis da Inglaterra e da França, respectivamente Ricardo I (Ricardo Coração de Leão) e Filipe Augusto, além do imperador do Sacro Império Romano-Germânico, Federico Barba Ruiva (traduzido por alguns como Barbarossa ou Barba-Roxa), o que a levou a ser popularmente conhecida como a Cruzada dos Reis. Embora tenha reunido inicialmente um grande exército, ela se revelou um fracasso no seu objetivo principal.

Hattin e a queda de Jerusalém foram o estopim para a Terceira Cruzada, financiada na Inglaterra por um especial “dízimo de Saladino”. Essa Cruzada retomou a cidade de Acre. Após Ricardo I de Inglaterra executar os prisioneiros muçulmanos em Acre, Saladino retaliou matando todos os francos capturados entre 28 de agosto e 10 de setembro. Os exércitos de Saladino engajaram-se em combate com os exércitos rivais do rei Ricardo I de Inglaterra na batalha de Apollonia, em 7 de setembro de 1191, na qual Saladino foi finalmente derrotado.

Assim como as anteriores, a expedição foi organizada a pedido de um papa, na ocasião Gregório VIII, e buscou construir e consolidar a supremacia européia durante a Idade Média. Além da participação ativa de monarcas cruzados, a Terceira Cruzada, ocorrida entre 1189 e 1192, tem como característica uma maior tolerância entre líderes cristãos e muçulmanos. O período marcou também o surgimento e a participação dos Cavaleiros Teutônicos.

Após o apelo de Gregório VIII, Frederico Barba Ruiva deu início à campanha, seguindo por terra à margem do Rio Danúbio. Durante o percurso conquistou Konya, capital do sultanato turco da Ásia Menor, mas no decorrer da expedição acabou morrendo afogado ao atravessar um rio na região da Cilícia. Com a perda de seu líder, boa parte dos cruzados germânicos desistiu da empreitada. Aqueles que não retornaram ao Império Romano-Germânico decidiram avançar até São João de Acre, agora sob liderança de Frederico da Suábia, filho de Frederico.

Ricardo I e Filipe Augusto iniciaram a expedição pela Sicília em 1190, onde saquearam algumas cidades e seguiram até a Terra Santa pelo mar. O líder britânico teve alguns problemas com as embarcações e levou dois meses a mais que o rei francês para chegar à Palestina. Nesse meio tempo, conquistou a Ilha de Chipre aos Bizantinos, encorporando-a ao chamado Reino Latino.

Com a chegada dos britânicos ao Acre, os cruzados conseguiram sitiar a cidade e, em Julho de 1191, obtiveram a primeira vitória ao reconquistar a região. Apesar do sucesso até então, Filipe Augusto desistiu da cruzada devido às más condições de saúde e retornou à França prometendo não atacar as terras de Ricardo.

O rei inglês permaneceu na Palestina onde venceu as batalhas de Arsuf e de Jaffa diante de Saladino, porém suas tropas, agora sem o apoio de Filipe e de grande parte do exército alemão, não contavam com homens suficientes para sitiar a Cidade Santa. Com o exército enfraquecido, Ricardo firma um acordo diplomático com o líder sarraceno: Jerusalém permaneceria sob domínio muçulmano em troca da garantia da abertura da Terra Santa aos peregrinos cristãos, desde que desarmados. Os cruzados mantiveram a área conquistada, uma faixa costeira contínua de Tiro a Jafa, consolidando os estados cristãos no Oriente.

Apesar de não conseguir o principal objetivo da Terceira Cruzada que era a reconquista de Jerusalém, Ricardo ganhou prestígio e respeito dos povos cristão e muçulmano, o mesmo acontecendo com Saladino, transformado em herói no Oriente e em exemplo de cavalaria medieval na Europa.

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MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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    A Maçonaria Regular

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    A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

     No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

     A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

     Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

    Maçonaria Regular MS

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    A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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