Nas pesquisas que realizei sobre a tradição mística do judaísmo, poucos temas me provocaram uma reflexão tão profunda quanto os 72 Nomes de Deus, conhecidos como Shemhamphorasch — o "Nome Dividido" ou "Nome Explicito".
Derivados do desdobramento do Tetragrammaton (YHWH), (יהוה) — o Nome de Deus composto por quatro letras hebraicas (Yod, Heh, Vav, Heh), em 72 partes, estes nomes são formados a partir de três versículos consecutivos do Êxodo (14:19-21), cada um com 72 letras hebraicas.
O processo de sua extração é, em si, um ato de profunda especulação: os versículos são escritos umsobre o outro em direções alternadas, gerando 72 sequências de três letras que, na tradição, são consideradas chaves espirituais capazes de desbloquear energias divinas.
A importância deste tema transcende o âmbito da Cabala prática (Kabbalah Ma'asit), onde os nomes são utilizados como ferramentas de cura, proteção e transformação espiritual.
Para pensadores como Maimónides, que via na linguagem um veículo de acesso ao divino, a especulação sobre os nomes de Deus não era uma mera curiosidade, mas uma via para a compreensão da própria natureza do Criador.
A tradição cabalística, ao associar cada nome a um anjo governante, revela uma sofisticada cosmologia onde o microcosmo humano se conecta ao macrocosmo divino, ecoando a intuição platónica de que o conhecimento dos nomes é o conhecimento da essência.
Este artigo, fruto de uma pesquisa que percorreu as fontes da Cabala e da filosofia judaica, convida o autor e o leitor a explorarem as "72 portas da direita" como um caminho para a compreensão da relação entre a linguagem, o sagrado e a transformação interior — uma chave para aceder, como ensinou o Zohar, às frequências espirituais que tecem a própria trama do universo.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).