Marco Vitrúvio Polião
Ao longo dos meus anos de estudo sobre as civilizações que moldaram o Ocidente, poucas figuras me fascinaram tanto quanto Marco Vitrúvio Polião.
Não foi um imperador, nem um general conquistador, nem um filósofo de renome. Foi, antes de tudo, um homem prático — um engenheiro e arquiteto militar que, já na velhice, decidiu compilar todo o conhecimento de uma vida dedicada à construção.
O resultado foi o tratado mais influente da história da arquitetura, um livro que sobreviveu ao colapso do Império Romano, foi redescoberto no Renascimento e, desde então, nunca mais deixou de ser lido. A sua obra não é apenas um manual técnico; é um testemunho da visão romana de que a beleza, a solidez e a utilidade devem caminhar juntas.
É um convite a compreender que construir não é apenas erguer paredes, mas criar espaços que elevem o espírito humano.
Neste artigo, convido o leitor a conhecer a trajetória, as ideias e o legado desse que é justamente chamado de "pai da arquitetura ocidental".

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