Artur de Oliveira Santos e os três pastorinhos (de Fátima)
junho 20, 2026
Artur de Oliveira Santos e os três pastorinhos (de Fátima)
Quando penso nas aparições de Fátima em 1917, sempre as visualizei sob a ótica da fé e do êxtase religioso – as três crianças simples, a luz celeste, a multidão expectante sob a chuva. Em minhas pesquisas sobre o episódio e descobrir que, por trás da narrativa mística, havia umcaráter sombrio e profundamente controverso, na pessoa do administrador do concelho de Vila Nova de Ourém. A figura desse homem – republicano radical, anticlerical ferrenho e maçom convicto – me levou a questionar como as forças políticas e ideológicas da Primeira República Portuguesa se chocaram tão violentamente com o fenômeno religioso.
Ao mergulhar nos arquivos e nas memórias da época, deparei-me com um personagem de personalidade forte e convicções inabaláveis: Artur de Oliveira Santos, conhecido pela alcunha de "Latoeiro", pertencia à Carbonária, nutrindo um ódio visceral ao clero e à influência da Igrejasobre o povo. A história não se resume ao maniqueísmo de um vilão contra inocentes; Oliveira Santos era também umproduto de seu tempo, moldado pelas tensões brutais entre uma República anticlerical e uma Igreja que via seus privilégios desmoronarem, e sua atuação em Fátima deve ser compreendida dentro desse caldeirão histórico de ódios e paixões.
Neste artigo, compartilho os resultados dessa minha imersão no episódio que envolve Artur de Oliveira Santos e os três pastorinhos. Convido o leitor a acompanhar-me na tentativa de discernir, nas brumas da memória e dos documentos, quem realmente foi esse "senhor Arthur" que a tradição popular transformou em algoz, e até que ponto sua ação – movida supostamente por ideais maçônicos, republicanos e anticlericais. Afinal, revisitar essa história é compreender que, por trás de todo acontecido, houve uma trama humana de poder, medo e convicção – e que a verdade, muitas vezes, reside nas tensões entre o céu e a terra, entre a fé e a razão, entre os fatos e o que se acredita ter ocorrido.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).