O Alfange ou gadanha, uma investigação
Introdução
Ao longo da minha pesquisa, propus-me a desvendar a trajetória de um dos mais singulares e, ao mesmo tempo, mais enigmáticos instrumentos da tradição maçónica: o alfange, também conhecido como gadanha.
O que me motivou foi a necessidade de compreender como uma arma de matriz árabe — ou, na sua acepção mais humilde, uma ferramenta agrícola — ascendeu a um dos mais eloquentes emblemas filosóficos da Ordem, representando no Ocidente da Loja a vigilância, a proteção do Templo e a ceifa de todas as influências nefastas.
Neste artigo, procuro responder a duas perguntas fundamentais: qual é a verdadeira origem do alfange enquanto objeto físico, desde as suas raízes medievais na Península Ibérica até ao seu paralelo rústico — a foice — utilizado pelos povos antigos na colheita; e como e por que razão a Maçonaria, sobretudo nos Ritos de origem francesa, começou a utilizá-lo, reinterpretando a sua função guerreira ou agrícola como uma profunda alegoria da vigilância, da constância e da proteção do sagrado.
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"O segredo maçônico consiste não no que pode ser revelado, mas no que não pode ser explicado - Albert Mackey"
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