Quando se mergulha na efervescente história da Maçonaria brasileira no século XIX, é impossível não se deparar com um emaranhado de obediências, dissidências e disputas que parecem, à primeira vista, refletir as próprias contradições do Império.
Entre tantos nomes que surgem e desaparecem nas crônicas maçônicas, um, porém, chama a atenção pela singularidade de sua origem e pelo peso do homem que o liderou: o Grande Oriente de Caxias, também conhecido como Grande Oriente Brasileiro, cuja história se entrelaça indelevelmente com a trajetória de Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, o Pacificador.
Mais do que uma simples dissidência entre obediências concorrentes, essa potência maçônica emerge em meio a um cenário de profundas rivalidades e fraturas institucionais, representando um audacioso esforço de pacificação e unificação da Maçonaria brasileira em um período de intensas convulsões políticas.
Foi a tentativa, conduzida pela mão firme do próprio Caxias, de conciliar facções irredutíveis e construir uma ponte sobre o abismo que separava as principais correntes da Ordem no país, utilizando o prestígio militar e a autoridade moral do marechal como instrumentos de coesão nacional e maçônica.
Embora tenha existido por um breve período, o Grande Oriente de Caxias deixou marcas profundas na memória institucional da Maçonaria brasileira, simbolizando o ideal de unidade que tantas vezes se mostrou esquivo. Este artigo propõe revisitar essa página negligenciada da história, explorando as origens, as motivações e o legado dessa obediência singular, bem como o papel do "Pacificador" na tentativa de forjar, em meio às cinzas das disputas, uma Maçonaria mais coesa e alinhada com os destinos da nação.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).