Nas pesquisas que realizei sobre os períodos que moldaram a história de Portugal, Espanha e suas colónias, a Dinastia Filipina (1580-1640) sempre me surgiu como um capítulo tão decisivo quanto negligenciado.
Conhecida como União Ibérica, essa fase em que a Casa de Habsburgo governou Portugal representa uma profunda transformação na posição internacional do reino, com consequências duradouras para o império português.
Mais do que uma mera sucessão dinástica, foi um período em que as duas maiores potências marítimas da época partilharam o mesmo monarca, sem que uma tivesse anexado a outra – um arranjo político singular que redefiniu fronteiras, alterou rotas comerciais e deixou marcas profundas na colonização da América.
Ao mergulhar nas fontes históricas, fui surpreendido pelo modo como a subordinação de Portugal à política externa da Monarquia Hispânica gerou tensões que acabariam por levar à Restauração da Independência em 1640.
A investigação revelou que este período foi crucial para o Brasil: foi durante a União Ibérica que os holandeses, inimigos da Espanha, iniciaram as suas incursões no Nordeste, e que as fronteiras brasileiras se expandiram para o interior com as bandeiras paulistas, que aproveitaram a ambiguidade jurisdicional para penetrar em territórios espanhóis.
A Dinastia Filipina, portanto, não foi um mero interregno, mas um laboratório de transformações geopolíticas que reconfiguraram o mapa da América do Sul.
Este artigo, fruto de uma pesquisa que percorreu crónicas e tratados do período, convida o autor e o leitor a redescobrirem a União Ibérica como um capítulo essencial para compreendermos não apenas a história de Portugal e Espanha, mas a própria formação do Brasil e da identidade latino-americana.
Que esta leitura nos ajude a perceber como os fios da história, muitas vezes invisíveis, tecem a trama do presente – e como o governo dos reis espanhóis em Portugal, ao mesmo tempo que subordinou o reino, criou as condições para que o Brasil se tornasse o gigante que hoje conhecemos.
Você leu uma introdução!
O acesso integral à este artigo e demais páginas do MSMAÇOM é reservado a membros devidamente identificados. Solicitamos que realize o login para proceder. Privacidade e discrição são pilares de nossa comunidade, e seu cumprimento é essencial!
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).