Hierarquia na Circulação
Um diácono, palavra de origem grega que significa “servo” ou “ministro”, é um líder religioso que serve à comunidade cristã através da caridade, liturgia e proclamação da Palavra, sendo a ponte entre a igreja e o mundo.
Na Igreja Católica, ele possui o primeiro grau da Ordem Sacra, pode ser permanente e casado, e auxilia na celebração de sacramentos como batismos e casamentos, além de realizar ações sociais e atividades de formação. Em comunidades evangélicas, o papel é semelhante
Na Maçonaria, o diácono é um oficial da loja responsável por transmitir mensagens e ordens entre as Luzes (Venerável Mestre e Vigilantes) e os demais membros da loja. Eles atuam como mensageiros, garantindo a comunicação fluida e a ordem durante os trabalhos maçônicos.
O Respeitável Irmão Washington Luiz Tarnowski, Mestre de Cerimônias da Loja Estrela Mística,3.929, REAA, GOB-SC, Oriente de Itajaí, Estado de Santa Catarina, apresenta a questão seguinte.
Em nossa última sessão, passei algumas orientações ritualísticas e surgiu uma discussão em torno da circulação do Primeiro e Segundo Diácono sendo: No início da Sessão, Segundo Diácono deve ou não circular o Painel do Grau na busca da Palavra Sagrada e ao levar a Palavra ao Segundo. Vigilante?
No início da Sessão, o Primeiro Diácono deve ou não, antes de sair e entrar no Oriente, fazer reverência ao Venerável Mestre.
Considerações:
A partir do momento em que o Venerável Mestre toma assento e profere: “Meus Irmãos, ajudai-me a abrir a Loja”, fica abolido apenas o Sinal, salvo aquele inerente ao reconhecimento perpetrado pelo Vigilante, ou os Vigilantes conforme o caso antes da abertura da Loja. Assim, os outros procedimentos, como é o caso da circulação, prevalecem na forma de costume.
Durante a abertura dos trabalhos na transmissão da Palavra seguem os seguintes apontamentos.
O primeiro Diácono recebe regularmente a Palavra do Venerável saindo do Oriente pelo seu lado sudeste, sem saudação, passa pela Coluna do Sul, cruza o eixo entre o Painel da Loja e a porta do Templo, abordando então o Primeiro Vigilante. Transmitida a Palavra o Primeiro Diácono de retorno passa diretamente pela Coluna do Norte, ingressa no Oriente sem saudação pelo lado nordeste e se dirige até o seu lugar.
O Segundo Diácono do seu lugar se dirige diretamente até o Primeiro Vigilante, recebe a Palavra e em seguida vai até o Segundo Vigilante passando pelo Norte, cruza o eixo entre o Painel da Loja e a entrada do Oriente, abordando em seguida o Segundo Vigilante quando lhe transmite a Palavra. Transmitida esta o Segundo Diácono passa do Sul para o Norte cruzando o eixo entre o Painel e a porta do Templo até o seu lugar em Loja.
Pelo exposto, a Loja está ainda em procedimento de abertura assim o Primeiro Diácono ao entrar e sair do Oriente não faz saudação pelo Sinal – não existe o termo “reverência”. Quem saúda, saúda sempre pelo Sinal.
Em Loja aberta quem ingressa no Oriente saúda o Venerável.
No caso em que aquele que ingressar estiver empunhando (segurando um objeto de trabalho) ele fará uma parada rápida e informal, sem inclinação do corpo ou mesmo maneio de cabeça.
Durante o encerramento dos trabalhos a Loja está aberta, assim o procedimento de circulação é análogo ao da entrada, todavia quando necessário compõe-se o Sinal.
Ainda em relação à abertura dos trabalhos, a regra serve também para o Mestre de Cerimônias no que trata o seu deslocamento em Loja.
T.F.A. PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.085 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 23 de agosto de 2013

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.











