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Constituições dos Maçons de Estrasburgo

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Constituições dos Maçons de Estrasburgo

As “Constituições dos Masones de Estrasburgo (1459)” são um conjunto de estatutos que regulavam a fraternidade dos maçons na Europa medieval. Baseiam-se em princípios como a amizade, a unanimidade, a obediência, a bondade e o bem comum.

Aqui estão os principais pontos extraídos do documento:

  1. Objetivo: Estabelecer regras para o ofício da Maçonaria, beneficiar mestres e companheiros, padronizar práticas e evitar disputas, danos e prejuízos.
  2. Estrutura e Autoridade:
    • A fraternidade é organizada em Logias.
    • Existem regras para modificação dos estatutos (Artigo a).
    • É exigido juramento de obediência para ingressar (Artigo b).
    • São definidos três juízes supremos (de Estrasburgo, Viena e Colônia) e seus respectivos distritos de jurisdição (Artigos p. 1459, 1464, Lorenz Spenning, Steffan Hurder, Conrad de Colônia).
    • Hierarquia: Mestre (autorizado a projetar e construir obras difíceis), Parlirer (encarregado de ler o livro de estatutos, auxiliar o mestre), Companheiro, Aprendiz.
  3. Práticas de Trabalho:
    • Obras em andamento devem continuar com pagamento por jornal, não por empreitada (Artigo c).
    • Em caso de morte de um trabalhador, outro qualificado pode ocupar seu lugar (Artigo d).
    • Mestres podem trabalhar em outras obras, desde que com boa e por jornal, a menos que o contratante permita outra forma (Artigo e).
    • Mestre que encontra uma obra inacabada de outro falecido não deve remover materiais sem consulta (Artigo f).
    • Proibição de arrendar materiais da obra (Artigo g).
    • Empregar apenas masones capazes para extrair ou colocar pedras (Artigo h).
    • Dois mestres não devem dividir a mesma obra grande (Artigo i).
    • O projeto original deve ser seguido (Artigo k).
    • Proibida a “caça” desleal de trabalho de outros mestres (Artigo l).
    • Mestre que não souber realizar uma obra não deve aceitá-la sem consultar a Logia (Artigo m).
  4. Segredos e Instrução:
    • Proibido ensinar a arte da Maçonaria a não-membros (Artigo n).
    • Proibido cobrar por ensinar a arte da Maçonaria (Artigo o).
  5. Admissão e Conduta:
    • Limites para o número de aprendizes por mestre (Artigo p).
    • Exigências morais e religiosas: frequência à Sagrada Comunhão, observância da disciplina Cristã, não viver em adultério (Artigo p).
    • Companheiros podem trabalhar com mestres não aceitos pela fraternidade, mas devem seguir as regras e contribuir (Artículo q).
    • Período mínimo de dois anos antes de um companheiro itinerante ser aceito por um oficial (Artículo x).
    • Proibição de empregar/admitir aprendizes ilegítimos (Artigos dos Parlirers).
    • Requisitos de viagem antes da promoção a Parlirer (Artigos dos Parlirers).
    • Tempo mínimo de aprendizagem (5 anos) e punições para quem a abandona injustificadamente (Artigos dos Parlirers).
    • Procedimentos para resolver disputas entre membros (Artículos r, t, aa).
  6. Organização Interna:
    • Obediência ao mestre encarregado do Livro de Estatutos e aos Parlirers (Artículos s, t).
    • Autoridade do mestre com caixa sobre assuntos da Logia (Artículo u).
    • Responsabilidades do mestre encarregado do Livro (Artículo z, p. 1459).
    • Procedimentos para julgamentos mais graves (Artículo aa).
    • Resolução de disputas entre mestres que não envolvam a Maçonaria (Artículo bb).
  7. Contribuições e Assistência:
    • Pagamento obrigatório de taxas (Blapparts/Bohemians) pelos membros (Item 1).
    • Manutenção de caixas nas Logias e contribuições para necessidades da fraternidade e culto (Itens 2, 3, 4).
    • Assistência a membros doentes ou em dificuldades (Itens 4, 5).
  8. Restrições de Contratação:
    • Proibição de empregar companheiros que vivam em adultério, não pratiquem a Cristã ou sejam jogadores (Artigos dos Parlirers).
    • Companheiro que toma licença desnecessária fica inelegível por um ano (Artigos dos Parlirers).
    • Despedimentos devem ser feitos no Sábado ou final do dia útil (Artigos dos Parlirers).
    • Companheiros itinerantes devem solicitar trabalho ao mestre ou Parlirer (Artigos dos Parlirers).
  9. Culto e Cerimônias:
    • Ênfase na observância religiosa Cristã.
    • Realização anual de serviços religiosos em datas específicas, especialmente em Estrasburgo (final do documento).

Essas constituições refletem a organização corporativa e os valores morais e religiosos da Maçonaria Operativa da época.

Autor Ivair Ximenes Lopes

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
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gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

MS Maçom


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