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Eusébio de Queirós Coutinho Matoso da Câmara

Eusébio de Queirós Coutinho Matoso da Câmara

Eusébio de Queirós Coutinho Matoso da Câmara

Eusébio de Queirós Coutinho Matoso da Câmara (1812–1868) foi magistrado, político e figura de destaque do Segundo Império, lembrado sobretudo por sua atuação como Ministro da Justiça e pela lei que leva seu nome, a Lei Eusébio de Queirós, que aboliu o tráfico de escravos em 1850. Além de sua carreira pública, também foi maçom, iniciado na Loja Maçônica Comércio e Artes, no Rio de Janeiro, onde se engajou nos ideais de liberdade e fraternidade que marcaram sua trajetória.

Biografia de Eusébio de Queirós

Nascimento: 27 de dezembro de 1812, em São Paulo de Luanda, Angola, filho de Catarina Mattoso de Queirós Câmara e Eusébio de Queirós Coutinho e Silva, ouvidor-geral da comarca de Luanda.

Formação: Estudou em Minas Gerais e depois em Pernambuco, formando-se em Direito na Faculdade de Olinda em 1832.

Carreira jurídica e política:

Nomeado juiz do crime da freguesia do Sacramento em 1832.

Chefe de Polícia da Corte por 11 anos, cargo em que se destacou pela organização e disciplina.

Deputado provincial e deputado geral pelo Rio de Janeiro em várias legislaturas.

Ministro da Justiça entre 1848 e 1852, período em que promulgou a Lei Eusébio de Queirós (1850), que extinguiu o tráfico transatlântico de escravos.

Desembargador da Relação do Rio de Janeiro e, posteriormente, Ministro do Supremo Tribunal de Justiça.

Falecimento: 7 de maio de 1868, no Rio de Janeiro.

Participação Maçônica

Iniciação: Eusébio de Queirós foi iniciado na Loja Maçônica Comércio e Artes, no Rio de Janeiro, uma das mais antigas e influentes do Brasil, fundada em 1815.

Atuação:

Participou das sessões da Loja, defendendo ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.

A Loja Comércio e Artes reunia figuras ligadas à Independência e à consolidação nacional, como José Bonifácio e Januário da Cunha Barbosa.

Outros fatos ligados:

Sua vida maçônica esteve associada à difusão de ideias iluministas e republicanas, que influenciaram sua atuação política.

A Maçonaria foi um espaço de articulação intelectual e política, fundamental para debates sobre a modernização do Estado e a abolição do tráfico.

Eusébio de Queirós manteve vínculos com a Ordem durante sua carreira, sendo reconhecido como figura de prestígio dentro da instituição.

Legado

Eusébio de Queirós é lembrado como jurista, político e maçom, cuja trajetória reflete a importância da elite intelectual e política do Segundo Império na construção de um Brasil mais moderno. Sua ligação à Loja Comércio e Artes simboliza o papel da Maçonaria como espaço de encontro de líderes que moldaram o país no século XIX.

Ele representa o perfil do jurista-político e maçom, que uniu pensamento e ação para transformar o Brasil, sendo lembrado principalmente pela lei que extinguiu o tráfico de escravos e por sua atuação como Ministro da Justiça.

Em síntese, Eusébio de Queirós Coutinho Matoso da Câmara foi magistrado, político e maçom ativo, cuja vida representa a união entre saber jurídico, ação política e ideais maçônicos que marcaram a história do Segundo Império.

Marcado:

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

MS Maçom


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