Bertrand Russell (1872‑1970)
Biografia
Bertrand Arthur William Russell nasceu a 18 de maio de 1872 em Trellech, Monmouthshire, País de Gales, no seio da mais alta aristocracia britânica. O seu avô paterno fora primeiro‑ministro; ele próprio viria a herdar o título de conde Russell e um lugar na Câmara dos Lordes. Perdeu os pais aos dois anos e foi criado pela avó, uma puritana rígida. Aos 11 anos, começou a escrever um diário íntimo em grego antigo para que ninguém pudesse lê‑lo.
Graduou‑se em matemática e filosofia no Trinity College, Cambridge. Ao longo da sua longa vida, foi matemático, lógico, filósofo, historiador, escritor, ativista pacifista e militante pelo desarmamento nuclear. Foi preso duas vezes – a última aos 89 anos – por participar em manifestações contra a bomba atómica. Recebeu o Nobel de Literatura em 1950. Morreu em 2 de fevereiro de 1970, deixando uma obra que abrange mais de 80 livros.
Principais ideias e obra
Com Alfred North Whitehead, escreveu os “Principia Mathematica” (1910‑1913), uma das tentativas mais ambiciosas de reduzir a matemática à lógica. Desenvolveu o atomismo lógico, segundo o qual a linguagem se decompõe em proposições atómicas que correspondem diretamente a factos. Foi também um crítico ferrenho da religião e defensor do agnosticismo racional, exposto em “Por que não sou cristão”. Em filosofia política, defendeu o liberalismo social, o sufrágio feminino e a eutanásia.
Curiosidades
Foi 79 vezes nomeado para o Nobel da Paz – sem nunca o receber –, tendo‑o recebido, ironicamente, na categoria de Literatura.
Aos 95 anos, fez um cameo num filme de Bollywood, um curta-metragem antibelicista.
Casou‑se quatro vezes e as suas opiniões liberais sobre a sexualidade valeram‑lhe o epíteto de “catedrático da indecência”.

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.












