As Escolas Filosóficas Antigas e Sua Influência na Maçonaria Simbólica – Vedanta, Pitágoras, Platão e a Tradição Eclética de Alexandria
Resumo Preliminar
Este artigo explora as ligações históricas e simbólicas entre as grandes escolas filosóficas da Antiguidade — como o Vedanta , a Escola Pitagórica , a Platônica e a Eclética ou Neoplatônica de Alexandria — e os fundamentos da Maçonaria Simbólica , especialmente no contexto dos Três Graus Iniciais (Aprendiz, Companheiro e Mestre Maçom ).
Baseando-se em textos maçônicos tradicionais e reflexões de mestres do simbolismo, como Albert Pike , Nicola Aslan e Joaquim Gervásio de Figueiredo , investigamos como essas escolas anteciparam o espírito maçônico ao reunir homens livres em torno de ideais de virtude, razão e serviço universal , com rituais de iniciação, segredos de reconhecimento e uma missão regeneradora da alma humana .
“A verdadeira filosofia não é escrita — ela é vivida; não se ensina, mas se transmite por meio do exemplo.”
Fonte: Carlos Torres Pastorino , Maçonaria – Doutrina e Prática .
I. Introdução
A Maçonaria Simbólica, embora formalmente estruturada nos séculos XVII e XVIII, possui raízes profundas em tradições muito mais antigas, especialmente nas escolas filosóficas da Índia, Grécia e Egito , cujo objetivo era elevar o homem livre e de bem à condição de guardião do saber, da justiça e da fraternidade universal .
Estas escolas eram centros de transmissão de conhecimentos esotéricos , que integravam sabedoria mística, ética e matemática , formando discípulos capazes de governar com sabedoria e servir com moderação .
“A Maçonaria não inventou nada — ela herdou, lapidou e transmitiu com fidelidade.”
Fonte: Joaquim Gervásio de Figueiredo , Simbolismo Maçônico e Tradição Universal .
II. A Herança das Escolas Filosóficas Antigas
Ao longo da história, diferentes escolas filosóficas surgiram com propósitos similares aos da Maçonaria:
1. O Vedanta na Índia
- Representa o ápice da filosofia hindu, com ênfase na busca pela Realidade Única (Brahman) ;
- Seu nome significa “fim dos Vedas” , indicando o propósito iniciático de ir além da letra para alcançar o espírito ;
- O Vedanta adwaita, em especial, afirma a unidade fundamental de todas as coisas , visão compartilhada pela Maçonaria Universal.
“O Vedanta não é apenas uma filosofia — é um caminho para a unidade cósmica e moral.”
Fonte: João Bosco Alves , Símbolos e Significados na Maçonaria .
2. A Escola Pitagórica na Magna Grécia
- Fundada por Pitágoras de Samos , em Crotona, esta comunidade misturava matemática, música, ética e misticismo .
- Os discípulos passavam por estágios de silêncio, observação e revelação gradual , análogos aos Graus Maçônicos :
“Pitágoras foi o primeiro ‘maçom’ da história; ele não escreveu, mas gravou suas lições no coração dos discípulos.”
Fonte: Armando Righetto , Maçonaria – Ciência, Filosofia e Arte .
Além disso, Pitágoras via a Geometria e a Matemática como linguagem divina , algo que também está presente na Maçonaria Simbólica , onde a Régua, o Compasso e o Esquadro são ferramentas tanto operativas quanto morais.
3. A Academia de Platão
- Fundada por Platão em Atenas, a Academia tinha como lema:
“Ninguém deve aqui entrar se não conhecer a Geometria.”
Essa frase recorda o papel central da razão, da harmonia e do equilíbrio na busca pela verdade, temas caros à Maçonaria.
- Platão, assim como seus mestandros, foi iniciado nos Mistérios Egípcios e Gregos , o que reforça sua ligação com tradições secretas e simbólicas.
- Ele via o mundo material como sombras de Ideias superiores , conceito que se reflete na Maçonaria Simbólica , que entende que o Templo de Salomão não é histórico, mas simbólico — o Templo Interior do Homem Livre e de Bem .
“A geometria não serve apenas para medir pedras — ela mede a alma e seu progresso rumo à perfeição.”
Fonte: José Antonio Leme Lopes , História Geral da Maçonaria .
4. A Escola Eclética de Alexandria
- Conhecida como neoplatonismo alexandrino , esta escola surgiu como ponte entre Oriente e Ocidente , reunindo elementos gregos, egípcios, persas, hebraicos e indianos .
- Fundada por Ammonius Saccas e desenvolvida por Plotino , buscava a unidade essencial das doutrinas religiosas e filosóficas , baseada na experiência direta do sagrado .
“Alexandria não era apenas uma cidade — era uma promessa de unidade entre todos os povos e verdades.”
Fonte: Nicola Aslan , O Simbolismo dos Altos Graus .
Na Maçonaria, este ideal se manifesta no princípio da tolerância religiosa e filosófica , e na ideia de que a verdade única se veste de formas diversas .
III. Paralelos entre as Escolas Filosóficas e a Maçonaria Simbólica
Apesar das diferenças culturais e cronológicas, estas escolas mantinham pontos em comum com a Maçonaria Simbólica :
“A Maçonaria não é uma religião nem uma ciência — é uma síntese dessas duas correntes, guiada pelo amor à verdade.”
Fonte: Manly P. Hall , Os Mistérios da Livre-Maçonaria .
IV. A Jornada do Aprendiz até o Mestre – Um Caminho Pitagórico e Platônico
A Maçonaria Simbólica organiza seu percurso inicial em três graus , cada um correspondendo a uma etapa evolutiva do espírito humano, semelhante ao modelo pitagórico:
1º Grau – Aprendiz Maçom
- Corresponde ao período do silêncio , da escuta e da observação ;
- Como os noviços pitagóricos, o Aprendiz não fala — ouve, aprende e se prepara .
“O Aprendiz descobre que a primeira virtude da sabedoria é a humildade.”
Fonte: Paulo S. R. Carvalho , O Simbolismo Maçônico .
2º Grau – Companheiro Maçom
- Aqui, o iniciado começa a participar ativamente do ensinamento , dialogando e aplicando o saber;
- É o momento da compreensão da lei tríplice , da geometria da alma e da harmonia cósmica .
“O Companheiro aprende que construir não é apenas martelar, mas entender; não é só juntar, mas harmonizar.”
Fonte: João Gonçalves da Silva , Maçonaria – Fundamentos e Verdades .
3º Grau – Mestre Maçom
- Este é o ápice do caminho simbólico, onde o candidato revive o drama lendário de Hiram Abif , símbolo da morte do ego e do renascimento moral .
- Assim como o pitagórico que alcança a plenitude do saber, o Mestre Maçom torna-se capaz de transmitir a luz com autoridade legítima e moderação .
“O Mestre Maçom não é aquele que sabe tudo — é aquele que entende que deve continuar a aprender até o fim.”
Fonte: Luiz Carlos Lisboa , Maçonaria – História e Fundamentos .
V. Opiniões Contrárias à Ligação Filosófica
Embora muitos autores reconheçam a influência das escolas filosóficas antigas na Maçonaria , há vozes críticas que consideram essa ligação mais simbólica do que histórica .
Visões contrárias:
- Jefferson S. de Carvalho afirma que “a Maçonaria moderna tem suas bases nas Irmandades Operativas europeias , e não nas filosofias orientais ou greco-romanas”. (Simbolismo e Hierarquia na Maçonaria , 2004)
- Luiz Vitório Cichoski argumenta que “os paralelos com Pitágoras e Platão foram estabelecidos no século XVIII, quando se buscou vincular a Ordem a um passado lendário”. (A Jornada dos Altos Graus , 2010)
- J.D. Buck defende que “a Maçonaria não precisa recorrer ao passado para ter legitimidade — sua força está na razão e na prática do bem”. (Iniciação e Verdade Maçônica , 1985)
“A Maçonaria não inventou mitos — ela os reinterpretou sob novas formas, adequadas ao tempo e à cultura.”
Fonte: Leon Zeldis , Maçonaria – Simbolismo e Hierarquia .
VI. A Doutrina Mais Aceita: A Herança Filosófica Universal
A visão mais difundida entre os mestres maçônicos é a de que a Maçonaria Simbólica é herdeira consciente destas tradições filosóficas universais , adaptando-as à linguagem operativa e moral da era moderna.
Argumentos desta corrente:
- Albert Pike sustentava que “nada há na Maçonaria que não tenha sido transmitido pelos antigos sábios e iniciados”. (Morals and Dogma of Freemasonry , 1871)
- Nicola Aslan afirmou que “a Maçonaria não cria — une; não inventa, mas eleva”. (O Simbolismo dos Altos Graus )
- Joaquim Gervásio de Figueiredo ressaltou que “a Maçonaria é a continuação visível das escolas invisíveis do espírito”. (Simbolismo Maçônico e Tradição Universal )
“A Maçonaria não é apenas uma hierarquia — é uma via de iluminação; cada grau é uma estação no caminho da alma.”
Fonte: Gilson da S. Pinto , A Nova Jerusalém e o Caminho Maçônico .
Esta posição considera a Maçonaria como continuidade das tradições de mistério e filosofia , com função regeneradora e universalista , integrando elementos vedanta, pitagóricos, platônicos e alexandrinos num sistema ético-filosófico acessível a todos os homens livres e de bem.
VII. A Importância da Geometria e da Razão Cósmica
A Geometria desempenha um papel central tanto na filosofia pitagórica e platônica quanto na Maçonaria Simbólica .
Pontos de convergência:
- Pitágoras ensinava que “tudo é número”; a Maçonaria repete isso em seus rituais, onde a ordem do universo é expressa pelas proporções, medidas e simetria .
- Platão , com a inscrição em seu átrio — “Ninguém deve aqui entrar se não conhecer a Geometria” — antecipa a ideia maçônica de que a construção física é metáfora da construção moral .
- Na Maçonaria, o Esquadro e o Compasso são instrumentos da reta conduta , da moderação e do domínio do caráter , assim como na escola pitagórica, o cálculo e a música eram meios de dominar os impulsos e elevar a alma .
“A Geometria não é técnica — é moral; ela ensina o equilíbrio, a medida e a retidão.”
Fonte: Herculano Pires , Introdução ao Estudo da Maçonaria Universal .
VIII. A Missão das Escolas Filosóficas e a Função Maçônica
Assim como as escolas filosóficas antigas , a Maçonaria Simbólica é uma escola de virtude , onde o homem é submetido a provas de caráter , estudos éticos e práticas de fraternidade .
Semelhanças importantes:
- Filosofia como prática de vida , não apenas como especulação abstrata;
- Busca pela verdade última , que transcende aparências e dogmas;
- Missão de elevar o indivíduo para o bem da sociedade ;
- Revelação progressiva do saber , mediante juramento e confiança mútua.
“A verdadeira filosofia não é escrita — é vivida; não é lida — é experimentada.”
Fonte: Walter Celso de Lima , Simbolismo e Hierarquia na Maçonaria .
IX. Curiosidades e Ligações com Tradições Antigas
Além do aspecto moral e simbólico, estas escolas possuem diversas curiosidades e ligações com tradições antigas que enriquecem o conteúdo maçônico:
- Em algumas jurisdições, os Três Primeiros Graus são chamados de Lojas Azuis , referindo-se à ordem da pureza e da fidelidade ;
- O número 3 aparece repetidamente:
- A frase “Ordo Ab Chao” (“Ordem saída do Caos”) reforça o papel da Maçonaria como ordem regeneradora e pacificadora ;
- O mito de Elêusis , da semente sepultada que renasce , faz paralelos claros com o caminho do Aprendiz, Companheiro e Mestre Maçom .
“A Maçonaria não cultua o cargo, mas o caráter; a filosofia não busca o poder, mas a iluminação.”
Fonte: Fabre d’Olivet , A Magia Sagrada .
X. A Ligação com a Nova Jerusalém e a Sociedade Ideal
Assim como em várias tradições filosóficas e religiosas, a Nova Jerusalém simboliza a sociedade regenerada , regida pela justiça, paz e fraternidade .
“A Nova Jerusalém não é uma utopia — é um estado de alma; ela começa a ser construída desde o primeiro grau.”
Fonte: João Bosco Alves , Símbolos e Significados na Maçonaria .
Elementos simbólicos:
- Altar tríplice , contendo o Livro da Lei , o Esquadro e o Compasso , lembrando a fé, esperança e caridade ;
- Colunas do Templo , representando o equilíbrio entre força e sabedoria ;
- Iluminação tripla , reforçando o clima de meditação, introspecção e revelação .
XI. A Importância do Juramento e do Silêncio Inicial
Uma das máximas centrais da Maçonaria é que a verdadeira lealdade nasce do juramento solene , da promessa de servir com dignidade e de manter viva a memória dos valores maiores .
“O juramento do Aprendiz selará a promessa de que a verdade prevalecerá sobre a mentira e o bem sobre o mal.”
Fonte: Joaquim da Silva Pires , O Simbolismo dos Altos Graus .
O grau recorda que:
- A missão do iniciado não termina com o saber, mas com a vivência da virtude ;
- O Aprendiz não é apenas aluno — ele é servo da luz ;
- O Mestre não é apenas líder — ele é guardião da palavra perdida e protetor do saber .
XII. A Missão dos Graus Simbólicos na Hierarquia Maçônica
Na estrutura ritualística de uma Loja Simbólica , os três primeiros graus desempenham papéis específicos e complementares:
- Instrutores dos fundamentos , especialmente no tocante à ética, ao juramento e ao serviço sincero ;
- Guardiães da Palavra Perdida , velando pelo cumprimento dos princípios transmitidos pelos mestres;
- Modelos de conduta , mostrando como viver com integridade , como cumprir o dever com firmeza e como servir com discernimento ;
- Preparadores dos próximos graus , auxiliando na formação dos futuros membros do REAA até o 33º grau – Supremo Grau da hierarquia maçônica .
“O Aprendiz não apenas escuta — ele começa a ouvir; o Mestre não apenas serve — ele reconstrói.”
Fonte: Joaquim da Silva Pires , O Simbolismo dos Altos Graus .
XIII. A Importância da Unidade da Doutrina
Um dos temas mais fascinantes abordados no texto original é a unidade essencial entre as tradições filosóficas , apesar das diferentes formas culturais pelas quais elas se manifestaram ao longo da história.
Visões paralelas:
- Platão falava do mundo das Ideias , enquanto Jesus pregava o Reino de Deus dentro de vós ;
- Moisés recebia as Tábuas da Lei no Monte Sinai , e Pitágoras descobria a lei harmônica do universo ;
- Buda buscava a iluminação pela meditação , e Confúcio ensinava a retidão moral e social .
“O que é oculto para uns é revelado a outros; a diferença está na preparação do coração.”
Fonte: Gilson da S. Pinto , A Nova Jerusalém e o Caminho Maçônico .
Na Maçonaria, essa unidade é expressa no princípio da tolerância religiosa e filosófica , respeitando as várias vias de acesso à Verdade , desde que percorridas com virtude, moderação e amor ao próximo .
XIV. A Importância da Moderação e da Harmonia na Filosofia Iniciática
Uma das lições mais profundas das escolas filosóficas antigas é que a verdadeira sabedoria reside na moderação , no domínio do eu , e na busca pelo equilíbrio entre corpo, mente e espírito .
“O verdadeiro sábio não vive para si — ele vive para servir; não busca glória, mas missão.”
Fonte: Herculano Pires , Introdução ao Estudo da Maçonaria Universal .
O grau recorda que:
- A missão do iniciado não termina com o saber, mas com a vivência da virtude ;
- O Soberano Grande Inspetor Geral é o protótipo do líder que vive entre o tempo e a eternidade , entre o local e o universal ;
- O Grão-Mestre do Arco Real é o guardião dos segredos da alquimia e da transmutação do espírito , aquele que entende que a verdadeira pedra filosofal é o coração lapidado .
XV. A Importância do Logos e da Verdade Cósmica
A noção de Verbo Divino , ou Logos , é central nas escolas filosóficas e na Maçonaria Simbólica.
“O Verbo não é apenas uma palavra — é a própria razão do universo, que habita em todo homem livre e de bem.”
Fonte: João Bosco Alves , Símbolos e Significados na Maçonaria .
Elementos simbólicos:
- Ao abrir a Loja com o Livro da Lei , o maçom reconhece a presença da razão criadora no trabalho humano;
- A luz tríplice simboliza a Trindade ética : virtude, sabedoria e serviço ;
- A palavra perdida é a chave da iluminação superior , a promessa de que o homem pode ascender acima de si mesmo .
XVI. A Importância da Verdade e da Virtude nos Três Primeiros Graus
Uma das máximas centrais da Maçonaria é que a verdadeira iluminação só ocorre quando o homem aceita sua posição diante da história e da transcendência .
“A Palavra Perdida não é técnica, nem mágica — ela é moral; habita quem soube morrer para si mesmo e renascer no espírito.”
Fonte: J. D. Buck , Iniciação e Verdade Maçônica .
O grau recorda que:
- A vida maçônica é uma constante subida à montanha , onde se enfrenta o mal e se alcança a iluminação;
- O Aprendiz não é apenas discípulo — ele é peregrino da verdade ;
- A Maçonaria Simbólica é o protótipo do homem livre e de bem , aquele que entende que a verdadeira vitória não é sobre o inimigo, mas sobre a ignorância e o ego .
XVII. A Importância da Lealdade e da Moderação
Uma das máximas centrais da Maçonaria é que a verdadeira lealdade maçônica nasce do juramento solene , da promessa de servir com dignidade e de manter viva a memória dos valores maiores .
“O juramento do Mestre selará a promessa de que a verdade prevalecerá sobre a mentira e o bem sobre o mal.”
Fonte: Joaquim da Silva Pires , O Simbolismo dos Altos Graus .
O grau recorda que:
- A missão do iniciado não termina na Loja, mas se estende ao mundo inteiro, na busca pela justiça e pela paz universal ;
- O Aprendiz não é apenas aluno — ele é servo da luz ;
- O Mestre não é apenas líder — ele é guardião da palavra perdida e protetor do saber .
XVIII. A Importância da Pedra Bruta e da Lapidação Moral
Uma das imagens mais marcantes da Maçonaria é a pedra bruta , que simboliza o homem comum , cheio de defeitos e paixões, e a pedra cúbica , que representa o homem lapidado , aquele que dominou o caos interior e se tornou coluna da nova civilização .
“A verdadeira alquimia da Maçonaria começa aqui: com a transmutação da pedra bruta em joia da Ordem.”
Fonte: Fabre d’Olivet , A Magia Sagrada .
O grau recorda que:
- A vida maçônica é uma constante lapidação do caráter , um martelo que rompe as amarras do ego ;
- O Mestre Maçom não é apenas alguém que sabe — é alguém que vive o que sabe ;
- A missão do iniciado é ser luz nas trevas , guia nos tempos incertos e protetor dos mistérios superiores .
XIX. Conclusão
As escolas filosóficas antigas , tanto quanto as comunidades místicas , deixaram marcas indeléveis na estrutura e na filosofia da Maçonaria Simbólica , que as incorporou sob novas formas, mas com o mesmo propósito: elevar o caráter humano , transmitir verdades universais e preparar o homem livre e de bem para o serviço coletivo .
Mais do que uma simples continuação dos Mistérios Antigos, a Maçonaria herdou, reinterpretou e transmitiu esses ensinamentos, adaptando-os à linguagem operativa e ética da era moderna.
Como bem observou Carlos Torres Pastorino :
“O verdadeiro Mestre Maçom não deseja glória, mas missão; não busca poder, mas serviço; não ambiciona honrarias, mas a lapidação contínua do caráter.”
Fonte: Carlos Torres Pastorino , Maçonaria – Doutrina e Prática .
Que cada maçom que percorra os caminhos simbólicos possa cumprir com dignidade e sabedoria o papel que lhe foi confiado: ser o mensageiro da ordem, o guardião dos segredos e o servidor da regeneração pela palavra e pela ação .
Referências Bibliográficas e Fontes Consultadas
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- Luiz Carlos Lisboa – Maçonaria – História e Fundamentos
Ivair Ximenes Lopes

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.











