Aproximação ao Apocalipse – Quatro seres viventes
QUATRO SERES VIVENTES
Voltemos para Apocalipse 4:6: “E diante do trono havia como um mar de vidro semelhante ao cristal. Isso é o que representa esse mar de vidro; representa às pessoas que passaram pelo julgamento de Deus, que se purificaram e por isso estão de pé com as harpas de Deus nesse lugar.
É como os pecadores que vieram ao átrio e confessaram seus pecados; ali morreram com Cristo, ao pôr seus pecados sobre aquele bezerro mostrando que eram eles os que mereciam morrer, aceitando o julgamento de Deus a seu próprio ego, a seu próprio eu, submeteram-se, e ao submeter-se aceitaram a disciplina de Deus e foram limpos pelo sangue juridicamente e transformados organicamente pelo Espírito; salvos da ira e salvos pela vida.
O Espírito e o sangue.
O sangue juridicamente e o Espírito organicamente. Esse é o sentido deste mar de vidro semelhante ao cristal. Não podíamos passar muito rápido por cima disto. “E junto ao trono, (que coisa grande! Como nos fala de Deus, de seu amor pelas criaturas, junto ao trono; assim como tínhamos visto os vinte e quatro tronos daqueles anciões, agora Deus tem ali quatro criaturas misteriosas que representam distintos aspectos da natureza, como representando toda a criação. Na presença de Deus estão estas quatro criaturas que diz ali) e ao redor do trono, quatro seres viventes cheios de olhos diante e detrás”.
Diante para ver Deus e detrás para ver o resto da criação; e em outra passagem diz que também têm olhos por dentro, quer dizer, para conhecerem-se si mesmos.
Quando a gente está perto de Deus, então a gente conhece Deus, conhece a si mesmo e conhece as demais coisas; quanto mais perto de Deus estejamos mais visão temos; as criaturas que mais olhos têm, são as que estão mas perto de Deus.
Vamos ver depois em Ezequiel a descrição dos querubins e das rodas cheias de olhos; por que? porque a glória de Deus está ali; quer dizer que a glória de Deus está diante dos que podem ver; porque Deus para que nos dá olhos? Para conhecê-lo, mas não só conhecê-lo ele, mas também conhecermos a nós mesmos; por isso tinham olhos por dentro e também para conhecer o mundo.
Quando nós não conhecemos Deus, estamos longe de Deus, nós mal entendemos a Deus, e fazemos perguntas: mas por que isto? mas por que aquilo? Não entendemos a Deus, não entendemos a nós mesmos, não entendemos o mundo, não entendemos o que acontece; mas como diz no Salmo, quando cheguei ao Santuário de Deus, compreendi.
Na presença de Deus é que alguém compreende; quando a gente está longe de Deus, está nas trevas, não entende a Deus, não se entende a nós mesmos, não entende a criação, o mundo, não entende o julgamento de Deus, não entende nada; só quando está perto de Deus começa a ver; e Deus é tão bom que às criaturas mais próximas dá mais olhos; as que têm mais olhos são as que estão mais perto de Deus. Cheias de olhos por diante para ver Deus, e por detrás para ver o mundo.
Mas para completar esta cena celestial, também vamos ver em outras passagens, pois aqui não o contou João, mas o contou Ezequiel e o contou também Isaías, que também tinham olhos por dentro, quer dizer, para conhecer a si mesmos na presença de Deus. A pessoa não se pode conhecer com sua própria introspecção; a introspecção não é suficiente para nos conhecer; às vezes nem examinamos a nós mesmos; por isso Deus tem que nos corrigir para que nos examinemos.
Ele diz que tenhamos olhos para nos ver à luz de Deus.
Há um verso que diz: “Na tua luz veremos a luz” (Sl. 36:9), quer dizer, que não é em nossa própria luz que nós vemos as coisas como são. Nós temos nossas próprias opiniões, estamos supremamente satisfeitos como nós pensamos, mas não estamos vendo como Deus vê; só quando vamos a Deus vemos as coisas do ponto de vista de Deus, e é a presença de Deus a que nos faz entender a Ele e entender as coisas desde seu ponto de vista.
Por isso eu me alegro muito em que Deus queira ser um Deus que se revela às criaturas e permite às criaturas conhecê-lo cada vez mais a Ele, conhecer a si mesmos e conhecer toda a realidade. Estes seres viventes cheios de olhos diante e detrás nos dizem muito.

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.











