Nas pesquisas que tenho realizado sobre a RevoluçãoFarroupilha, sempre me impressionou como certos personagens, embora centrais, permanecem à sombra de nomes mais celebrados. Joaquim Xavier Neves é um desses casos.
Militar, fazendeiro e político de destaque em Santa Catarina, ele foi eleito presidente da efêmera República Juliana em 1839, mas nunca chegou a assumir o cargo, impedido pelo bloqueio das forças imperiais que o separavam de Laguna.
A sua trajetória é um testemunho fascinante das contradições daquele período: umhomem que personificou a elite agrária que dominou a vida pública do sul do Brasil, mas cujo nome ficou indissociavelmente ligado a um momento em que a província ousou sonhar com a independência.
Esta é mais uma parte da série de artigos que preparei em comemoração à Semana Farroupilha, dedicada a percorrer os episódios e os personagens decisivos da Revolução. A importância deste estudo reside na forma como a biografia de Xavier Neves ilumina as tensões entre a adesão aos ideais republicanos e a lealdade ao Império, revelando que a fronteira entre revolução e ordem estabelecida era, muitas vezes, mais ténue do que se imagina.
A investigaçãosobre as fontes históricas revela que, apesar de ter sido eleito presidente da República Juliana, Xavier Neves foi posteriormente nomeado coronel da Guarda Nacional pelo governo imperial e recebeu o casal imperial em sua fazenda em 1845 .
Doutrinadores como Alfredo Varela, em História da GrandeRevolução, e Moysés Vellinho documentaram o período, enquanto novas interpretações, como as de estudiosos da história regional, destacam a ambiguidade da sua posição: um republicano que, no fim, serviu ao Império.
Este artigo convida o autor e o leitor a redescobrirem a trajetória desse tenente-coronel que, com a sua eleição e a sua não-posse, personifica as esperanças e as contradições de um dos capítulos mais fascinantes da história de Santa Catarina e do Brasil
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).