Durante muito tempo, a Maçonaria foi imaginada como um reduto exclusivamente masculino – um espaço de rituais secretos, apertos de mão e irmandade onde as mulheres não teriam lugar.
Essa imagem, embora prevalente, oculta uma realidade mais complexa e fascinante.
O historiador cultural William D. Moore, em seu ensaio "Funding the Temples of Masculinity: Women's Roles in Masonic Fairs in New York State, 1870-1930", revela que, longe de serem meras espectadoras, as mulheres foram peças fundamentais para a construção da infraestrutura física da Maçonaria americana.
A pesquisa de Moore, publicada na coletânea Freemasonry in Context: History, Ritual, Controversy (2004), organizada pelos renomados historiadores Arturo de Hoyos e S. Brent Morris, demonstra como as esposas, filhas e parentes dos maçons organizaram feiras e eventos beneficentes que arrecadaram os recursos necessários para a edificação dos imponentes templos maçônicos que ainda hoje pontuam a paisagem dos Estados Unidos.
Atuando como verdadeiras arquitetas financeiras, essas mulheres garantiram que a Ordem pudesse erguer seus monumentos de pedra, mesmo permanecendo à margem dos rituais e da liderança institucional.
Ao resgatar esse papel invisível, Moore convida o leitor – e especialmente os estudiosos da história maçônica e dos estudos de gênero – a revisitar a narrativa tradicional e a reconhecer a contribuição essencial das mulheres para a consolidação da Maçonaria como força social e cultural.
Que esta investigação inspire novas reflexões sobre as múltiplas faces da fraternidade e sobre aqueles que, nos bastidores, ajudaram a construir os templos da masculinidade.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).