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Princípio da Substância – Na mudança dos acidentes, algo permanece idêntico

Princípio da Substância – Na mudança dos acidentes algo permanece idêntico

Princípio da Substância – Na mudança dos acidentes, algo permanece idêntico

O Princípio da Substância constitui a resposta metafísica clássica ao problema do devir e da permanência.

Enquanto os sentidos captam apenas a superfície do real – as cores, as formas, os tamanhos, as qualidades que se alteram –, o intelecto postula um substrato ou substância (do latim substantia, que traduz o grego ousía) que permanece idêntico a si mesmo ao longo das transformações.

Aristóteles formulou a distinção entre substância e acidente em toda a sua extensão. Para ele, substância primeira é o ser concreto, individual, que existe por si mesmo – como Sócrates, este homem aqui, este cavalo –, ao passo que substância segunda é o universal abstrato (a espécie homem, o gênero animal) que só existe na medida em que se realiza nos indivíduos.

O acidente, por sua vez, é aquilo que não é necessário ao ser: o homem pode ser branco ou negro, alto ou baixo, rico ou pobre sem deixar de ser homem. Como resume um verbete didático, “o acidente é aquilo que não é necessário em um ser, sem o qual o ser não deixa de ser o que é, seja pela ausência ou pela presença.

A função da substância, portanto, é garantir a unidade e a continuidade do ente através da mudança.

Uma flor que desabrocha, murcha e seca continua sendo a mesma flor, porque a substância (o “algo” que subjaz) permanece, enquanto os acidentes (cor, forma, textura) se alteram.

Aristóteles identifica essa substância com a essência – aquilo que define o ser em sua determinação mais íntima (animal racional para o homem, cavalo capaz de relinchar para o cavalo).

Nas palavras de um comentador, “Aristóteles diria que isso acontece porque existe algo nela que permanece, mesmo com todas as mudanças. Esse ‘algo’ ele chamou de essência — aquilo que define o ser. A substância, assim, é “o suporte ou substrato pelo qual a matéria se constitui em algo seguindo uma forma.

A filosofia moderna retomou esta problemática com novas formulações. Descartes identificou a substância com aquilo que “existe por si mesmo”, dividindo‑a em res cogitans (substância pensante, a alma) e res extensa (substância extensa, a matéria).

Para Spinoza, há uma única substância infinita – Deus ou a Natureza –, da qual os entes finitos são apenas modos ou afecções. Leibniz, por sua vez, concebeu a substância como mônada, uma unidade simples, indivisível e dotada de percepção, que “espelha” o universo a partir de seu próprio ponto de vista.

A despeito dessas variações, o núcleo do princípio permaneceu inalterado: algo deve subsistir sob a mudança, sem o qual não haveria identidade pessoal, nem continuidade histórica, nem unidade do sujeito do conhecimento.

O conjunto de investigações que organizei, concernente ao assunto em questão e valorizando uma leitura bastante comum, isenta de juízos apressados ou originais, apoiada em documentação robusta e em escritos de elaboração coerente, creio ter tratado do tema com a transparência e a modéstia que ele requer.

Não tive a intenção de exaurir as problemáticas, nem oferecer soluções terminativas.

O que apresento é um itinerário referenciado – de caráter filosófico, teológico, humanista e maçônico – que honra as referências bibliográficas e evita digressões retóricas supérfluas.

Cada interlocutor, conforme sua perspectiva, poderá complementar ou divergir. Cabia a mim tão-somente estruturar aquilo que outros, mais experientes, já refletiram e redigiram, agregando o depoimento sincero de alguém que, com o passar dos anos, aprendeu que existir, falecer e aguardar o porvir são enigmas que se revelam mais na ação cotidiana do que na especulação.

Rogo para que este material sirva não como marco derradeiro, mas como estímulo ao exame individual.

Autor e pesquisa Ivair Ximenes Lopes

Fontes

  • “Substância e Categorias em Aristóteles”. Brasil Escola – UOL. Acesso em: maio 2026. 

  • “Forma e matéria, essência e acidente, ato e potência em Aristóteles”. Filosofia na Escola. Acesso em: maio 2026. 

  • “A teoria da percepção e o princípio do contínuo em Leibniz”. maxwell.vrac.puc-rio.br, 20272_7.PDF. Acesso em: maio 2026. 

  • “Leibniz: introdução e lógica”. editorajc.com.br, 31 dez. 2006. Acesso em: maio 2026. 

  • “Princípio da plenitude”. Wikipédia. Acesso em: maio 2026.

  • “Principle of plenitude”. Wikipedia. Acesso em: maio 2026. 

  • “Princípio da complementaridade”. Wikipédia. Acesso em: maio 2026. 

  • “Dualidade onda-partícula na perspectiva de Niels Bohr”. philpapers.org, 2023. Acesso em: maio 2026. 

  • “As Colunas Jachin e Boaz – Yakin e Boaz: Luzes na Árvore da Vida”. bibliot3ca.com. Acesso em: maio 2026. 

Marcado:

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

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A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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