Manuel Deodoro da Fonseca (1827–1892) foi militar, marechal do Exército e o primeiro presidente da República do Brasil. Além de sua atuação política e militar, também foi maçom, iniciado na Loja MaçônicaRocha Negra, em São Gabriel (RS), em 20 de setembro de 1873, vinculada ao Grande Oriente do Brasil. Sua vida maçônica esteve diretamente ligada aos ideais de liberdade e republicanismo que marcaram sua trajetória.
Biografia de Deodoro da Fonseca
Nascimento: 5 de agosto de 1827, na cidade de Alagoas (atual Marechal Deodoro), em Alagoas.
Família: Filho de Manuel Mendes da Fonseca e Rosa Maria Paulina da Fonseca. Teve sete irmãos, todos ligados à carreira militar.
Carreira militar:
Ingressou no Exército em 1843, participando da repressão à Revolução Praieira em Pernambuco.
Atuou na Guerra contra Oribe e Rosas (1851–1852) e na Guerra do Paraguai (1864–1870), onde ganhou destaque como comandante.
Alcançou o posto de marechal em 1884, tornando-se uma das figuras mais respeitadas do Exército.
Sua ligação à Maçonaria reforçou sua imagem como líder republicano, já que a Ordem era um espaço de articulação política e intelectual.
A Loja Rocha Negra reunia militares e políticos que defendiam reformas sociais e políticas, sendo um núcleo importante de republicanismo no sul do país.
Como Grão-Mestre, Deodoro buscou fortalecer a presença da Maçonaria na vida pública brasileira, alinhando-a aos ideais republicanos recém-instituídos.
Legado
Deodoro da Fonseca é lembrado como proclamador da República e primeiro presidente do Brasil, mas também como maçom ativo, cuja trajetória reflete a importância da Ordem na formação de lideranças políticas do século XIX. Sua iniciação na Loja Rocha Negra e sua atuação como Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil simbolizam o papel da Maçonaria como espaço de difusão de ideias republicanas e de apoio à construção de um novo regime político.
Em síntese, Deodoro da Fonseca foi militar, líder republicano e maçom, cuja vida representa a união entre armas, política e fraternidade maçônica na fundação da República brasileira.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). “Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).