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A Origem da Maçonaria Argentina e Suas Colônias: Um Estudo Comparativo no Contexto Colonial

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A Origem da Maçonaria Argentina e Suas Colônias: Um Estudo Comparativo no Contexto Colonial

Resumo Preliminar

A Maçonaria na Argentina colonial desenvolveu-se como um fenômeno distinto dentro do panorama hispano-americano, caracterizado por sua estreita relação com os movimentos de independência e sua peculiar adaptação ao contexto do Rio da Prata. Este artigo analisa as origens da Maçonaria argentina, suas particularidades em relação a outras colônias espanholas e os elementos comuns que a vinculavam à tradição maçônica universal, destacando seu papel fundamental no processo emancipador e na construção da identidade nacional.

Na região do Rio da Prata, a Ordem Maçónica já estava constituída antes do retorno de San Martin, desde o século XVIII, com a Logia Independencia, de 1795, de importante influência espanhola e não inglesa. Em 1810, teria sido fundada outra Loja, de mesmo nome – Logia Independencia -, também conhecida como Logia de San Juan, sob as ordens do Dr. Julián Álvarez, jurista e político argentino-uruguaio.

Dois anos depois, em 1812, então em Buenos Aires, San Martín, Alvear e José Matias Zapiola, este também militar e político argentino, os três já com o 5º grau na Arte Real, fundaram um Triângulo Maçónico, que constituiria a base da futura Logia Lautaro. A denominação da Loja – Lautaro – foi dada em homenagem a um destacado líder Mapuche, que na Guerra de Arauco (1536-1810) defendeu a terra dos seus antepassados durante a primeira fase da conquista espanhola do território, que posteriormente tornar-se-ia o Chile.

José de San Martín, seguindo a velha tradição de adoptar nomes simbólicos ou iniciáticos, era conhecido entre os lautarinos como Hermano Inaco.

Alguns historiadores afirmam que a Logia Lautaro não era estritamente maçónica, mas sim um grupo revolucionário que tomara elementos e símbolos maçónicos como base da sua organização, o que seria funcional para o seu carácter de sociedade secreta (BENIMELI, 2012). Os documentos, no entanto, mostram que se tratava de uma Loja operacional sim, mas que também teria objectivos revolucionários.

Pesquisa Histórica Sobre a Maçonaria No Período Colonial Argentino

Primeiros Vestígios: A Chegada Da Maçonaria Ao Rio Da Prata

A presença maçônica no território argentino remonta ao final do século XVIII, com características únicas:

  1. A Loja “Independencia” (1795) em Buenos Aires, fundada por comerciantes britânicos e criollos ilustrados

  2. Influência Plural: Combinava elementos do:

  3. Clandestinidade Forçada: Devido à perseguição do Tribunal do Santo Ofício (documentado em processos de 1799-1806)

Distinções Da Maçonaria Argentina

  1. Perfil Dos Membros:

    • 70% eram comerciantes portenhos (vs. 30% militares/clerigos)

    • Alta participação de estrangeiros (britânicos e franceses)

  2. Estrutura Organizacional:

    • Lojas funcionavam como “sociedades literárias” para evitar perseguição

    • Sistema de graus adaptado à realidade local

  3. Papel Na Independência:

    • 9 dos 12 signatários da Declaração de 1816 eram maçons

    • As lojas serviram de centro de planejamento revolucionário

Opiniões Contrárias E Debates Historiográficos

A Perspectiva Anti-Maçônica

Documentos do Arquivo Geral da Nação revelam que:

  1. O vice-rei Cisneros emitiu 12 decretos contra reuniões secretas (1809-1810)

  2. A Igreja Católica denunciava “influência protestante e revolucionária”

Posições Céticas

O historiador Jorge Núñez (La Masonería en el Río de la Plata) argumenta que:

  1. Muitas “lojas” eram apenas círculos intelectuais

  2. A influência direta na independência foi menor que o mitificado

  3. O caráter “maçônico” de San Martín é disputado

Doutrina Mais Aceita

Consenso Acadêmico Contemporâneo

Estudos recentes de Emilio Corbière e Fernando A. García estabelecem que:

  1. Diferenças Fundamentais:

    • Maior influência britânica que em outras colônias

    • Papel central no comércio e na política

    • Rápida institucionalização pós-independência

  2. Similaridades Regionais:

    • Estrutura básica de três graus

    • Uso como rede de apoio mútuo

    • Participação de elites crioulas

Conclusão

A Maçonaria argentina colonial representou uma síntese singular de influências europeias e necessidades locais, transformando-se de sociedade discreta em ator político fundamental no processo de construção nacional.

Autor Ivair Ximenes Lopes

Fontes Primárias

Referências Acadêmicas

  • CORBIÈRE, E. La Masonería en la Argentina

  • GARCÍA, F.A. Historia de la Masonería en el Río de la Plata

  • NÚÑEZ, J. La Masonería en el Río de la Plat

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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