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O Sentido da Visão na Maçonaria: A Conexão Entre a Percepção Física e a Iluminação Espiritual

A Intuição no Segundo Grau Maçônico O Caminho da Percepção Além da Razão

O Sentido da Visão na Maçonaria: A Conexão Entre a Percepção Física e a Iluminação Espiritual

Durante os primeiros anos da minha caminhada maçônica, acreditei que a visão – o mais óbvio dos sentidos – se resumia à capacidade de contemplar os símbolos pintados no teto, os rituais escritos nos livros e os gestos que se desenrolam diante dos nossos olhos durante os trabalhos.

Foi uma surpresa, portanto, ao iniciar esta investigação, perceber que a Maçonaria não trata a visão como um mero instrumento de observação passiva, mas como uma faculdade que conecta o que se vê com o que se é – e que a verdadeira "iluminação" não depende da quantidade de luz que incide sobre os objetos, mas da qualidade do olhar com que os contemplamos.

A pergunta que me moveu ao longo desta pesquisa foi precisamente esta: o que separa um olhar distraído de um olhar iniciático, e como a visão, bem utilizada, pode ser o principal vetor da nossa transformação espiritual?

Ao mergulhar nos textos que associam a visão ao discernimento interior, fui gradualmente compreendendo que a imagem que construímos do mundo exterior é, na verdade, um reflexo do nosso próprio estado interior – e que, como sugere a antiga sabedoria, um olho "bom" ou "são" não é aquele que vê mais, mas aquele que vê melhor, ou seja, que distingue o essencial do acessório, o eterno do efêmero, o que edifica do que corrompe.

Compreendi que a visão, quando turvada por preconceitos, mágoas ou ignorância, não apenas distorce a realidade que nos cerca, mas acaba por criar um caos interno que se manifesta como desorientação, angústia e incapacidade de encontrar sentido no caminho percorrido.

Por outro lado, a visão que se refina – pela meditação, pelo estudo e pela prática da virtude – transforma-se numa luz que não apenas ilumina o mundo exterior, mas irradia para o interior, clareando os cantos escuros da nossa própria alma, como um farol que se acende na noite do desconhecido.

Neste artigo, compartilho os frutos dessa minha jornada sobre o sentido da visão na Maçonaria e a sua profunda conexão com a iluminação espiritual – uma investigação que me levou a revisitar a tradição dos olhos que veem além da superfície, dos símbolos que só se revelam a quem aprendeu a mirá-los com o coração atento, e da antiga máxima que nos ensina que a verdadeira visão não está nos olhos, mas na alma.

Convido o leitor a acompanhar-me nessa reflexão, pois a visão não é apenas um dom a ser exercitado, mas uma responsabilidade – a de vermos o mundo não como ele se apresenta, mas como ele pode ser, e a de, ao iluminar o que nos rodeia, iluminarmos também o que há de mais profundo em nós mesmos.

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"O maçom deve ser uma luz para a sociedade, não um farol que ofusca, mas uma lanterna que guia. - José Castellani"           

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MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
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gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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